De grande responsável por um longo período de prosperidade econômica a principal culpado pela devastadora crise financeira de 2008. Assim variou, de um extremo a outro, a fama do economista americano Alan Greenspan, que morreu nesta segunda-feira (22) aos 100 anos.
A morte foi anunciada pela esposa, Andrea Mitchell, correspondente-chefe em Washington da NBC News. "Alan faleceu em nossa casa esta manhã, aos 100 anos, devido a complicações da doença de Parkinson", disse a jornalista em comunicado.
Presidente do Fed (Federal Reserve, banco central americano) entre 1987 e 2006, Greenspan era um árduo defensor da teoria do "laissez-faire", proposta pelo economista britânico Adam Smith.
"Generalizei minhas experiências, o que aprofundou ainda mais minha avaliação do livre mercado competitivo como força do bem", escreveu Greenspan em sua autobiografia "A era da turbulência", publicada em 2007.
De aprendiz obstinado a maestro —como foi apelidado—, chegou ao topo de Wall Street tendo nascido em Washington Heights, bairro operário no extremo oposto de Manhattan, em Nova York.










