PUBLICIDADE Tribunal pede esclarecimentos à prefeitura sobre aquisição de material escolar. FME nega irregularidades 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 TCE apura possível irregularidade em compra de itens para o kit escolar da rede municipal — Foto: Divulgação/Prefeitura de Niterói RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 18:09 TCE-RJ investiga sobrepreço em material escolar em Niterói O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) investiga possíveis irregularidades na compra de material escolar pela Fundação Municipal de Educação (FME) de Niterói. A denúncia, feita por políticos locais, aponta sobrepreço em itens adquiridos. O contrato em questão, de R$ 11,8 milhões, não foi encontrado no Portal da Transparência. O TCE-RJ solicitou esclarecimentos à prefeitura e a inclusão das informações no Sigfis. A FME nega irregularidades, afirmando que as informações estão disponíveis e que a adesão à ata seguiu a legislação vigente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma denúncia que aponta possíveis irregularidades na compra de material escolar pela Fundação Municipal de Educação (FME) de Niterói levou o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) a determinar que a prefeitura apresente esclarecimentos sobre a contratação de R$ 11,8 milhões firmada com a empresa Brasil Comércio e Distribuidora Ltda. A decisão é do conselheiro-relator Thiago Pampolha, que ainda ordenou a disponibilização das informações da contratação no Portal da Transparência do município e o cadastramento dos dados no Sistema Integrado de Gestão Fiscal (Sigfis) da Corte. A representação — apresentada pelo vereador Allan Lyra (PL) e por Eduardo Paiva, ex-parlamentar e atual suplente da sigla — questiona a aquisição de kits escolares. Na decisão monocrática, o conselheiro afirma que, em consulta ao Portal da Transparência de Niterói, não conseguiu localizar informações sobre o contrato firmado entre as partes. O magistrado também observou que os dados referentes à adesão à ata não foram cadastrados no Sigfis, em desacordo com determinações do próprio TCE-RJ. Apesar disso, Pampolha decidiu não analisar de imediato o pedido de suspensão cautelar do contrato. Antes de decidir sobre uma eventual medida provisória, o relator determinou a oitiva prévia do município para que apresente documentos e se manifeste sobre todos os pontos levantados na denúncia. Entre os questionamentos está a suspeita de sobrepreço em parte dos itens adquiridos para compor os kits escolares. Segundo a representação, a FME empenhou R$ 11.800.782,47 para a compra de 1.174.714 produtos. Transparência O levantamento do vereador aponta que entre os itens listados no contrato estão 65 mil borrachas ao custo unitário de R$ 7,81, totalizando R$ 507.600. Também foram adquiridos 32.500 lápis por R$ 4,50 cada. O contrato ainda prevê a compra de 32.500 agendas escolares ao preço unitário de R$ 34,79, o que representa R$ 1,13 milhão, além de 38 mil pastas por R$ 47,71 cada, somando R$ 1,81 milhão. Há ainda a aquisição de 32.500 estojos por R$ 20,83 a unidade, totalizando gastos de R$ 676.900, e de 97.500 cadernos pelo valor unitário de R$ 16,41, em um montante de aproximadamente R$ 1,6 milhão. Na denúncia encaminhada ao Tribunal de Contas, Allan Lyra sustenta que os preços praticados seriam superiores aos encontrados em atas de registro de preços vigentes de outros órgãos públicos, como a Secretaria de Educação de Pernambuco, o Consórcio Integrado Multifinalitário do Vale do Jequitinhonha e a prefeitura do Rio. — Nosso objetivo sempre foi garantir transparência e proteger o dinheiro do contribuinte. O TCE entendeu que os fatos apresentados merecem apuração e determinou que a prefeitura preste esclarecimentos. Não estamos fazendo acusações precipitadas. Estamos cobrando explicações sobre uma contratação que envolve milhões de reais e recursos que pertencem à população— afirmou o vereador. Ao determinar a manifestação do município, o conselheiro do TCE-RJ destacou que a medida busca assegurar o devido processo legal e permitir que a administração municipal apresente elementos capazes de comprovar a regularidade dos procedimentos adotados. —O que nos chamou atenção foi encontrar itens básicos dos kits escolares com valores muito superiores aos praticados no mercado. Diante disso, a pergunta é inevitável. Por que a prefeitura está pagando mais caro?— questionou Paiva. Procurada, a FME afirmou que as informações sobre a contratação estão disponíveis nos canais de transparência da pasta e que a adesão à ata de registro de preços seguiu a Lei Federal nº 14.133/2021. A fundação destacou ainda que a solicitação de informações feita pelo TCE é um procedimento rotineiro quando há denúncias ou representações e afirmou que a denúncia apresentada por um vereador de oposição não aponta, na avaliação do órgão, indícios de irregularidades na contratação.
TCE apura possível sobrepreço em compra da Fundação de Educação de Niterói
Tribunal pede esclarecimentos à prefeitura sobre aquisição de material escolar. FME nega irregularidades







