Decisão foi concluída na última quarta-feira, após votação favorável ao acórdão assinado por conselheiro determinando a suspensão dos contratos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Amaral Peixoto (RJ-106): radar na altura do Hospital Che Guevara, em Maricá — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 20:15 TCE-RJ suspende contrato de radares por suspeita de sobrepreço O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) suspendeu os pagamentos do contrato para a instalação de 390 radares eletrônicos, após detectar possíveis irregularidades na licitação, denunciadas pelo deputado Vitor Junior. A suspensão, determinada pelo conselheiro Christiano Lacerda Ghuerren, visa evitar prejuízos enquanto se investiga um possível sobrepreço de R$ 129 milhões e inconsistências no processo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) resolveu suspender os pagamentos do contrato para implementação de 390 radares eletrônicos estaduais. A decisão foi concluída na última quarta-feira, após votação favorável ao acórdão assinado pelo conselheiro Christiano Lacerda Ghuerren, no qual determinava a suspensão dos contratos com as empresas Splice Indústria, Comério e Serviços LTDA. e Perkons S.A. Os pagamentos ficarão suspensos até que o Tribunal conclua a análise do processo. A caminho da Região dos Lagos, Rodovia Amaral Peixoto terá 133 radares em 200 quilômetros; multas começam este mêsMilícia exigiu taxa para liberar obras no aterro da Comlurb em Gericinó, denuncia prefeitura do Rio A compra dos radares começou a ser analisado após o deputado estadual Vitor Junior (PDT) denunciar, ao TCE e ao Ministério Público, possíveis irregularidades nos contratos licitatórios. Na análise do caso, a equipe técnica do Tribunal apontou indícios de problemas que podem ter comprometido a concorrência entre as empresas participantes, inconsistências na condução da licitação e um possível sobrepreço superior a R$ 129 milhões. Os apontamentos foram acolhidos pelo conselheiro relator e confirmados pelo plenário da Corte. Entre os principais questionamentos apresentados pelo deputado estão as mudanças no modelo de contratação adotado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) em relação à licitação anterior, a autorização para participação de consórcios empresariais, antes não permitida, o aumento expressivo dos valores previstos para a contratação e a existência de relações empresariais entre participantes do certame em contratos firmados em outros estados. — O nosso papel é fiscalizar e garantir que o dinheiro público seja aplicado com responsabilidade e transparência. Quando identificamos indícios de irregularidades, temos a obrigação de agir. A decisão do TCE-RJ mostra que havia elementos suficientes para uma análise mais aprofundada e reforça a importância do trabalho de fiscalização exercido pelo Parlamento — afirmou o deputado. O parlamentar destacou ainda que a suspensão dos pagamentos não significa o encerramento do processo, mas representa uma medida preventiva para evitar possíveis prejuízos aos cofres públicos enquanto as investigações prosseguem. — Não somos contra a modernização das rodovias ou a utilização de radares. O que defendemos é que qualquer contratação seja feita de forma justa, transparente e com respeito ao dinheiro do contribuinte. Relembre o caso O pregão eletrônico para a compra dos equipamentos foi realizado em setembro do ano passado. Em um dos lotes licitados, que inclui a RJ-104 (Niterói-Manilha) — via com 11 radares distribuídos por seis pontos de fiscalização eletrônica — e a RJ-106, a proposta vencedora era um centavo mais barata que a segunda colocada. Os outros dois lotes foram arrematados por uma diferença de R$ 1 mil. À época, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) informou que prestou os esclarecimentos ao TCE-RJ antes do prazo estipulado, com a licitação tendo ocorrido “por meio de pregão eletrônico, com registro das etapas em sistema e acompanhamento dos órgãos de controle”.