Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que 27% de executivos das indústrias nacionais defendem a aproximação entre empresas e universidades como a chave para aumentar a produtividade por meio de P&D (pesquisa e desenvolvimento).
A porcentagem é superior à defesa de incentivos fiscais para inovação, citada por 22% dos entrevistados. Também está à frente da garantia da continuidade de recursos (18%). Foram 15% os que apontaram a inteligência artificial como prioridade.
Isso significa que, para maior parte do setor industrial, o gargalo não está apenas no volume de recursos públicos, mas na capacidade de fazer a produção científica se incorporar à produção.
A pesquisa foi conduzida pela Nexus. Foram entrevistados 1.003 executivos de pequenas, médias e grandes indústrias de todas as regiões do país, entre maio e junho deste ano.
O Brasil destina cerca de 1,2% do PIB a P&D, patamar próximo ao de Espanha, Itália e Portugal. Países como Coreia do Sul, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Israel investem mais do que o dobro do Brasil: a partir de 2,5% do PIB na área.












