Aos 76 anos, o escritor cubano Abel Prieto já foi rotulado como marxista-lennonista por sua admiração por John Lennon e é, há muitas décadas, a cara da ilha nos meios culturais ao redor do mundo.
Hoje presidente da organização cubana Casa de las Américas, Prieto, que foi ministro da Cultura de Cuba de 1997 a 2012 e, num segundo período, de 2016 a 2018, diz que o país está submetido a um duro embargo econômico há 60 anos —mas que agora isso se transformou em algo "terrível".
No mês passado, ele veio ao Brasil para participar da conferência "A Saída é Pela Esquerda – Goodnight, Far Right", organizada pela Fundação Rosa Luxemburgo. E recebeu a coluna para uma entrevista em que disse que Cuba jamais cederá. "Se tivermos que morrer, morreremos", afirma.
Eu acredito que os brasileiros têm uma pergunta bem simples para fazer a um cubano, que é: como está a vida sob com o atual bloqueio econômico?
O bloqueio, que já dura mais de 60 anos, tem sido duro. Mas, nos últimos tempos, neste segundo mandato [do presidente norte-americano Donald] Trump, ele tem sido terrível. Especialmente depois da operação na Venezuela. Com o sequestro de Nicolás Maduro, Trump começou a apertar mais o nosso país. Hoje, inclusive, nós temos um cerco energético que não permite a entrada de combustível em Cuba.








