Gosto de futebol, gosto de clima de Copa, mas desta vez eu estava mais para Corinthians do que para a seleção. Até que Maduka Okoye, o goleiro da Nigéria, apareceu.

No começo pensei que fosse IA. Mas a IA não chegou a tanto: Okoye foi talhado à mão. Depois desconfiei que alguns filtros tivessem amplificado os seus atributos e acabei concluindo que ele é o próprio filtro.

O algoritmo, que me conhece melhor do que minha terapeuta, foi me entregando Okoye a conta-gotas, como remédio controlado que promete tratamento e entrega dependência.

Aproveitei que meu filho estava na escola e fui procurar o monumento no álbum de figurinhas da Copa. Eu me contentaria com um álbum inteiro só dele. Folheei, folheei. Onde está a Nigéria? Não está.

Descobri que a Nigéria nem está na disputa. Mas quem disse que é preciso estar na Copa para ser o melhor da Copa?