André do Prado (PL) deve concorrer em vaga antes reservada para Eduardo Bolsonaro, que mantém plano de ser suplente na chapa mesmo após condenação no STF que o deixou inelegível André do Prado, Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro e Guilherme Derrite no lançamento da pré-candidatura de Prado ao Senado, em Guarulhos — Foto: Reprodução/André do Prado no X O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, citou um slogan de campanha associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual André do Prado (PL) ao Senado por São Paulo. Prado, atual presidente da Assembleia Legislativa, ficou com a vaga antes reservada pelo partido ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. "Eu vou dar o meu melhor e eu tenho certeza de que a esperança vai vencer o medo este ano", discursou Flávio, no evento realizado em Guarulhos, na região metropolitana da capital, neste sábado (20). O mote sobre "esperança vencer o medo" foi usado por Lula na campanha presidencial de 2002, quando se elegeu pela primeira vez presidente da República. O senador Flávio, que deve enfrentar o presidente em outubro, usou o ato para reforçar críticas ao governo federal, concentrando-se em problemas das áreas de segurança pública e economia. O evento também contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que é pré-candidato à reeleição, e do deputado federal Guilherme Derrite (PP), o outro pré-candidato a senador na chapa. A menção do presidenciável ao lema de Lula ocorreu quando ele se dirigia ao governador, a quem chamou de "Tarcisão". Ele relembrou a indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que Tarcísio concorresse ao Executivo de São Paulo em 2022 e disse que gostaria de agradecer "de coração" ao governador, "porque ele sabe o que eu estou passando agora neste momento". "Eu também não queria [ser candidato] lá atrás", disse Flávio, justificando que "as circunstâncias" o levaram a aceitar concorrer e que encara a situação como "uma missão" que lhe foi dada e um "projeto de Deus". Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, Flávio tem 31% de intenções de voto no primeiro turno, atrás de Lula, com 41%. Em eventual segundo turno, o pré-candidato do PL tem 43%, e o petista, 47%. Eduardo em vídeo Dos Estados Unidos, onde mora desde fevereiro do ano passado, Eduardo participou do evento remotamente. Ele mantém o plano de ser o primeiro suplente de Prado, mesmo após a condenação imposta nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que o deixou inelegível. O titular da chapa reafirmou que pretende esperar a análise de recursos e disse esperar que a condenação por coação à Justiça, decidida pela Primeira Turma na última terça-feira, seja revertida. Em vídeo gravado, que foi exibido no telão, Eduardo reiterou o apoio a Prado como seu substituto e falou na possibilidade de "virar a página nefasta do país" para "garantir mais liberdade", em alusão a uma possível vitória de seu irmão Flávio no pleito de outubro. "Estamos cada vez mais fortes, não só dentro do Brasil, mas também no exterior. Muita decisão sendo dada na Itália, na Espanha, nos Estados Unidos, contra os abusos que ocorrem no Brasil", disse o ex-deputado, sobre posicionamentos estrangeiros questionando a atuação de ministros do Supremo. Prado expressou "gratidão" a Eduardo por "confiar essa responsabilidade" ao filho de Bolsonaro. "Porque a vaga era dele. Era ele que estaria disputando essa vaga do Senado. Pode ter certeza de que eu vou honrar todas as pautas da direita, com o Eduardo nos orientando, falando, e a gente vai estar juntos." O presidente da Assembleia negou, em entrevista coletiva no local, que tenha a intenção de, caso eleito com Eduardo como suplente, renunciar futuramente ao cargo para o aliado assumir a cadeira. "Eu vou ficar no Senado. É para isso que a população vai votar em mim, isso em consenso com o Eduardo. Vou ficar no Senado para ajudar o presidente Flávio Bolsonaro", declarou.