Eventual manutenção de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na suplência de André do Prado (PL-SP) para a disputa ao Senado por São Paulo neste ano resultaria na cassação da chapa inteira após a condenação do ex-deputado federal pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), segundo especialistas ouvidos pela Folha.
O lançamento da pré-candidatura de André do Prado, que hoje é presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, foi mantido para sábado (20), e ele disse que caberá a Eduardo decidir se seguirá como suplente ou se indicará algum outro nome enquanto recorre da decisão do STF.
A professora Vânia Aieta, presidente da Comissão de Direito Eleitoral do IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros), avalia que a estratégia do PL tem caráter sobretudo político.
"Eduardo Bolsonaro terá de ser substituído em dez dias diante da decretação da inelegibilidade no momento do julgamento do registro. Os outros permanecem. Se não substituírem, cairá a chapa toda. O partido não deixará jamais isso acontecer. Sabem que não prosperará essa tentativa. É factoide de vitimização para angariar votos", afirma.
Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto pelo crime de coação no curso do processo por sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário brasileiro.













