Existe uma realidade que muitos conhecem, mas poucos enxergam. Para alcançar o melhor desempenho, os atletas precisam dedicar horas intensas de treinamento. Isso pode causar fadiga muscular e microlesões que se acumulam ao longo da carreira.

As lesões são conhecidas como um calcanhar de Aquiles de muitos jogadores e comissões técnicas. Imagine dedicar anos de treinamento para atingir o auge do desempenho físico e, às vésperas da competição mais importante da carreira, ver esse sonho ser interrompido por conta de uma lesão —como a que ocorreu com o lateral direito da Seleção Brasileira Wesley, cortado do time dias antes da estreia na Copa do Mundo?

E é algo que, infelizmente, acontece muito, como mostram as pesquisas de nossa equipe do Laboratório de Pesquisa de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Lapesf-UERJ), em parceria com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

Analisamos 627 atletas profissionais e observamos que 80% já haviam sofrido alguma lesão durante a carreira esportiva. Articulações, músculos e tendões foram os mais afetados. Além disso, cerca de 20% apresentaram mais de uma estrutura anatômica comprometida, o que pode prejudicar ainda mais a sua carreira esportiva.