Apesar de sua influência no desempenho físico, os genes não são os únicos fatores relevantes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Messi comemora gol contra o Áustria — Foto: Francois Nel/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 10:28 Talento de Messi: Genética ou Disciplina? Uma Análise Profunda O artigo discute se o talento de Lionel Messi no futebol é inato ou fruto de disciplina. Embora a genética possa influenciar a capacidade atlética, outros fatores, como cultura e psicologia, também são cruciais. Estudos indicam que genes podem explicar até 80% do desempenho, mas o sucesso atlético é multifatorial, envolvendo ambiente, treino e motivação. A identificação de marcadores genéticos pode ajudar no desenvolvimento de atletas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após distribuir passes decisivos, liderar a equipe e marcar dois gols nos 97 minutos da partida entre Argentina e Áustria, Lionel Messi levanta novamente a questão de um milhão de dólares: sua extraordinária habilidade no futebol está escrita em seu DNA ou é resultado de anos de esforço, disciplina e treinamento? Da genética à neurociência, passando pelo ambiente, psicologia e escolhas de vida, os acadêmicos têm buscado, há anos, compreender se a excelência dos atletas de elite é produto de talento natural, prática deliberada ou uma combinação única de fatores. Fator genético Existem evidências e pesquisas que sugerem que a genética pode influenciar a capacidade atlética. Estudos publicados em periódicos acadêmicos de prestígio como Elsevier Science, Sports, Exercise, and Nutritional Genomics, Sports Medicine - Open e Journal of Applied Physiology confirmam que certas características físicas, como tipo de fibra muscular, tamanho muscular, metabolismo muscular, capacidade de recuperação e composição corporal, podem ser influenciadas por genes. Eliana Carla Filosa, médica do Serviço de Cardiologia do Hospital Universitário Austral, afirma que é verdade que algumas pessoas nascem com características físicas ou metabólicas que facilitam seu desempenho em habilidades físicas. — A genética pode até influenciar a forma como o corpo responde ao exercício aeróbico e anaeróbico , bem como a sua capacidade de se adaptar a cargas de treino repetidas — salienta. É por isso, explica, que algumas pessoas progridem mais rapidamente ou se destacam em certos esportes quase que naturalmente. As pesquisas atuais mostram que a genética pode explicar entre 30% e 80% dos diferentes componentes do desempenho, dependendo do esporte e da variável analisada (como força, velocidade e resistência). O objetivo final da pesquisa, segundo Filosa, é encontrar “marcadores genéticos” confiáveis. Ou seja, identificar elementos específicos do código genético que aparecem com mais frequência em atletas de elite de uma determinada disciplina em comparação com indivíduos de habilidades padrão ou atletas de disciplinas opostas. A especialista menciona então alguns dos que já foram detectados: A força e a potência muscular estão ligadas a genes como a proteína alfa-actinina-3 (ACTN3), que é crucial para o funcionamento das fibras musculares de contração rápida.Uma maior resistência aeróbica está associada a variantes do gene ACE, responsável pela regulação da pressão arterial e do volume sanguíneo.O gene IL6 está relacionado à inflamação e, portanto, pode modificar o tempo de recuperação após períodos intensos de exercício. Vale ressaltar que a identificação de marcadores genéticos permitiria identificar indivíduos talentosos precocemente, adaptar os programas de exercícios e nutrição de acordo com o perfil genético individual e também identificar pessoas com maior risco de lesões e, assim, tomar medidas preventivas. Além dos genes Apesar de sua influência no desempenho físico, os genes não são os únicos fatores relevantes. Outras variáveis, como cultura, disciplina e psicologia, entre outras, compõem o quebra-cabeça do desempenho atlético. Em seu livro Taboo: Why Black Athletes Dominate Sports and Why We're Afraid to Talk About It (Tabu: Por que os atletas negros dominam os esportes e por que temos medo de falar sobre isso), o jornalista e cientista americano Jon Entine revela que a evolução moldou os tipos de corpo em diferentes partes do mundo e, como resultado, a capacidade atlética em diferentes esportes tem associações cientificamente comprovadas com a etnia. O aspecto psicológico também desempenha um papel significativo: a teoria do comprometimento esportivo, desenvolvida por Joan L. Scanlan e J. Carpenter, refere-se ao grau em que um indivíduo está envolvido psicológica, emocional e comportamentalmente no esporte. Esse comprometimento, segundo os autores, tende a se manifestar como um desejo persistente de participar de atividades físicas e uma disposição para investir tempo e esforço nelas. — A genética predispõe, mas não predestina. O sucesso atlético é multifatorial; engloba o ambiente, o acesso a treinadores, a qualidade do descanso, a nutrição, a saúde mental e a motivação pessoal. Todos esses fatores acabam sendo tão importantes quanto a própria herança genética — conclui Filosa.
Lionel Messi: talento inato ou disciplina de campeão?
Apesar de sua influência no desempenho físico, os genes não são os únicos fatores relevantes















