Na infância, ele foi diagnosticado com deficiência do hormônio do crescimento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Messi comemora o terceiro gol da Argentina na vitória sobre a Argélia, em Kansas City; com o hat-trick, o camisa 10 chegou a 17 gols em Copas do Mundo, ultrapassou Klose e se isolou como maior artilheiro da história dos Mundiais — Foto: Juan Mabromata/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 14:27 A superação de Messi: de deficiência hormonal ao topo do futebol mundial Lionel Messi, maior artilheiro da história da Copa do Mundo aos 38 anos, enfrentou na infância uma deficiência do hormônio do crescimento. Diagnosticado aos 9 anos, precisou de um tratamento hormonal prolongado para se tornar jogador de futebol. Sem ele, Messi não teria desenvolvido a estrutura muscular e óssea necessárias, comprometendo sua carreira. As injeções diárias de GH foram essenciais para alcançar 1,69m de altura e superar os desafios da condição. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Lionel Messi, de 38 anos, se tornou o maior artilheiro da história da Copa do Mundo na estreia da Argentina no evento, nesta terça-feira (16). O jogador, reconhecido por seu talento, não teria uma carreira de sucesso se não tivesse se submetido a um longo tratamento hormonal na juventude. Aos 9 anos, Messi foi diagnosticado com deficiência do hormônio do crescimento. Quando descobriu a doença, Messi ficou preocupado em não ter altura suficiente para jogar futebol. No entanto, a baixa estatura não seria o único empecilho para que ele se tornasse jogador, caso não fizesse o tratamento de reposição hormonal, garante a endocrinologista pediátrica Margaret Boguszewsk, professora titular do Departamento de Pediatria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Hormônios e Saúde da Mulher. — Sem o tratamento, ele talvez não chegasse a 1,50m. Mas, é preciso considerar também os efeitos metabólicos do hormônio do crescimento. A deficiência deste hormônio afeta a formação de músculos e a queima de gordura, então a tendência de é desenvolver obesidade. Além disso, a massa óssea fica comprometida, aumentando o risco de fraturas. Sem tratamento, seria praticamente impossível um deficiente de hormônio de crescimento se tornar um jogador de futebol ou de qualquer outro esporte. Os mais baixos da turma O hormônio do crescimento, conhecido como GH, é produzido no corpo humano pela hipófise, uma glândula que fica na base do cérebro. A deficiência na produção pode ocorrer por condições genéticas — quando a criança nasce sem conseguir “fabricar” a substância em quantidade suficiente — ou pode ser gerado pelo desenvolvimento de algum tumor na cabeça, que comprometa a funcionalidade da hipófise. O sintoma inicial da deficiência deste hormônio é a baixa estatura, já que na infância e adolescência sua principal função é fazer o indivíduo crescer. Para determinar se uma criança tem o tamanho esperado ou não, existem tabelas de curvas de crescimento que determinam a altura ideal de acordo com a idade e o sexo da criança, já que meninos e meninas se desenvolvem de formas diferentes. O pediatra que acompanha a criança é capacitado para analisar se o paciente está ou não com o crescimento comprometido. Se confirmado, a próxima etapa é a realização de exames de sangue. Primeiro a criança faz o teste de IGF-1, que funciona como uma triagem pois mede o nível de uma proteína produzida no fígado em resposta ao hormônio de crescimento. Quando a taxa é baixa, a criança é orientada a fazer o exame específico para o GH. Como o hormônio de crescimento é produzido principalmente à noite, durante o sono profundo, o paciente precisa ficar, em média, duas horas laboratório para conseguir coletar o sangue durante a produção da substância. — A criança recebe medicações para baixar a pressão e relaxar. Abre-se um acesso na veia e o sangue do paciente é coletado de meia em meia hora. Se na dosagem o hormônio não aparece, é preciso fazer uma contraprova, repetindo o teste — detalha a médica. Quando os exames não detectam o GH, a criança precisa se submeter a uma ressonância magnética de crânio para se observar se há alguma alteração de estrutura da hipófise. Assim, fecha-se o diagnóstico de deficiência do hormônio do crescimento. Aplicações diárias O tratamento com GH é feito através de injeções diárias, aplicadas ao deitar, por via subcutânea nas coxas, braços, nádegas ou abdômen. Segundo relatos, Messi precisou de mais de 2 mil aplicações enquanto se tratou da condição. Atualmente ele tem 1,69m. O hormônio do crescimento é de fácil acesso, apesar de ser caro. A dose é calculada pelo peso. Para uma criança de 30 kg sairia em torno de R$ 1600 a R$ 2000 reais por mês, dependendo da marca, segundo Boguszewsk. No Brasil, no entanto, pessoas com o diagnóstico de deficiência de GH podem bucar fazer o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) gratuitamente. As aplicações devem ser mantidas até que o paciente atinja seu potencial de crescer. Ele é determinado pela radiografia de mão e punho, que aponta se há ou não cartilagem de crescimento. — Em algum momento da vida, o exame vai apontar que as cartilagens já se calcificaram, ou seja, então o hormônio não tem como agir mais com a finalidade de crescimento. Somos obrigados a parar o tratamento, mesmo que o paciente não esteja satisfeito com sua altura — finaliza.