Camisa 10 conduz hermanos em triunfo sobre a Áustria, chega a 18 gols em Mundiais e festeja vaga antecipada no mata-mata 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Messi bate seis recordes e amplia outros seis em Copas — Foto: Paul ELLIS / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 00:24 Lionel Messi se torna o maior artilheiro das Copas com 18 gols Lionel Messi se consagra como o maior artilheiro das Copas, alcançando 18 gols ao conduzir a Argentina na vitória por 2 a 0 sobre a Áustria. Após perder um pênalti, Messi marcou duas vezes, superando Klose. O triunfo reafirma a coesão da equipe argentina sob Scaloni, já classificada para a próxima fase do Mundial. Messi, prestes a completar 39 anos, continua a surpreender o mundo do futebol. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Toda sorte de adjetivos já foi usada para descrever a genialidade recorrente de Lionel Messi. De modo que qualquer um deles agora pareceria repetitivo e, ao mesmo tempo, insuficiente. É um alívio, portanto, que o maior jogador de nossos tempos ainda seja capaz de protagonizar feitos cujo gigantismo dispensa acessórios: ele agora é isoladamente o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, após marcar os gols da vitória da Argentina por 2 a 0 sobre a Áustria, nesta segunda-feira, em Dallas, e chegar aos 18. Não deixa de ser curioso que mais um dia de brilhantismo no currículo de Messi tenha começado de forma tão desajeitada. Ainda aos 8 minutos, os argentinos se agitaram nas arquibancadas e prepararam seus celulares com a certeza de que, à medida que o camisa 10 caminhava para cobrar o pênalti sofrido por Lautaro Martínez, estavam prestes a testemunhar a História. Mas ainda não era a hora. Num breve anticlímax, a finalização escapou pelo lado esquerdo do goleiro Schlager, e, pela terceira Copa seguida, Messi falhou numa cobrança de pênalti — o que, bom, também é um feito inédito. Mas a rotina a que o gênio está habituado é mesmo a de correr para uma das esquinas do gramado à espera do abraço dos companheiros. E, olhando em retrospecto, o destino parece ter conduzido aquele pênalti para fora apenas para que Messi alcançasse a glória em um lance esteticamente mais apropriado à ocasião. Pois, com meia hora de atraso, Almada arrancou pelo centro, encontrou Medina na esquerda e, depois do cruzamento, fez o corta-luz que deu a Messi a oportunidade de superar Klose na artilharia histórica dos Mundiais e, de quebra, tornar-se o primeiro a balançar as redes em seis partidas seguidas. Lionel Messi e Leandro Paredes comemoram segundo gol do camisa 10 — Foto: Getty Images via AFP Esse golaço teria sido o bastante, mas o início avassalador do craque nos EUA — ele já havia feito um hat-trick na estreia — guardava espaço para uma gordura no ranking. Nos acréscimos da segunda etapa, após Schlager defender finalização de Álvarez, Paredes tocou para Messi, que foi bloqueado na primeira tentativa, mas fez o 18º gol na segunda. Lionel Messi se tornou o maior artilheiro em Copas do Mundo e ultrapassou Marta — Foto: Francois Nel / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP —É realmente espetacular como tudo aconteceu. Tive o pênalti que poderia ter aumentado minha contagem, mas, se eu tivesse convertido aquele pênalti, talvez não tivesse feito os outros dois gols também. Estou feliz com o resultado, com o desempenho e com o trabalho da equipe — celebrou o atacante, que exibia um sorriso largo na conversa com os jornalistas. Com Klose superado definitivamente, Messi agora olha para o retrovisor e enxerga a ameaça de Mbappé. O francês marcou duas vezes ontem, contra o Iraque, e igualou os 16 do alemão. Jogadores argentinos comemoram o gol de Messi contra a Áustria — Foto: PAUL ELLIS/AFP Que o recorde de Messi seja a principal manchete é natural. Mas convém que ele não ofusque totalmente o trabalho coletivo feito pela Argentina liderada por Lionel Scaloni. Após um ciclo em que a seleção não enfrentou a elite europeia e ainda precisou administrar a ressaca pós-título no Catar, não se sabia ao certo o que esperar dela em campo. Mas as duas primeiras atuações nos EUA mostram um time coeso como nunca, que tem na genialidade de Messi a cereja do bolo e não a receita completa. Ontem, a Áustria em alguns momentos representou um desafio à proposta de jogo argentina, baseada na concentração de homens no centro do campo. Empenhados, os europeus congestionavam o setor e, como também não economizavam na agressividade nas divididas, exigiram dos rivais persistência para trocar passes e escapar da pressão. A maneira como a vitória em Dallas foi construída — sem drama, com naturalidade — também revela a maturidade do time de Scaloni, que com uma rodada de antecedência se classificou à segunda fase do Mundial. — Os torcedores ficam empolgados vendo este time, como ele compete e se diverte — analisou Scaloni. Há mesmo motivos para os argentinos se regozijarem, seja pela perspectiva de uma nova conquista ou pelo privilégio de testemunhar os feitos de Messi. E a próxima oportunidade para serem felizes será às 23h deste sábado, diante da Jordânia, de novo em Dallas. Se a taça irá para Buenos Aires, é cedo para dizer. Por ora, a única certeza é que o gênio que amanhã completa 39 anos de idade ainda tem muitos parabéns a receber.
Ao se isolar como maior artilheiro das Copas, Messi mostra que não há limites para o gigantismo de seus feitos
Camisa 10 conduz hermanos em triunfo sobre a Áustria, chega a 18 gols em Mundiais e festeja vaga antecipada no mata-mata















