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Uma caminhada breve pela esplanada do Boteco da Dri, no Cais do Sodré, leva os visitantes a uma vista que remete, coincidentemente, às raízes cariocas da casa. Do outro lado do Tejo, com a emblemática Ponte 25 de Abril à direita, o Cristo de Almada abre os braços, tal como o monumento carioca no topo do Corcovado, um dos cartões-postais do Rio de Janeiro. Neste fortuito diálogo, há muito da essência dos bares informais do Rio de Janeiro, com sua cultura de mesa farta e encontros descomplicados.Prestes a completar sete anos, em setembro próximo, a casa comandada pelo empresário Renato Santos, encontra seu ponto de maturação com um movimento de retorno à hospitalidade clássica. Se antes o frenesi da música ao vivo e o público em pé madrugada adentro ditavam o ritmo da casa, a proposta agora é priorizar a gastronomia e o conforto do cliente.
O Boteco da Dri tem esplanada com vista para a ponte e para o Cristo de Almada
Divulgação
A música, embora continue presente de quinta a domingo e nos feriados, deixa de ser o pilar único para se tornar o acompanhamento ideal de uma experiência que privilegia, acima de tudo, o ato de comer e conviver. "A ideia é se aproximar da identidade de lugares como o Rainha e o Pura Brasa, do Rio, onde o convívio se faz em torno de uma mesa farta, com receitas bem brasileiras", diz. Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui. No menu, são mantidos os sucessos que consolidaram a casa na última década, como a mandioca frita, a linguiça acebolada, o pão de queijo e as coxinhas. Mas, não só. Há a introdução de pratos que remetem à alta linhagem dos botecos do Rio, como picanha com arroz de brócolis, servida com farofa e batata portuguesa — uma batata chips um pouco mais molhadinha por dentro, eventualmente chamada de pala-pala em Portugal.







