PUBLICIDADE Um estudo analisou o uso da IA em nível mundial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Painel interativo com inteligência artificial em Guangzhou — Foto: Qilai Shen/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 19:53 EAU lidera adoção de IA, enquanto EUA ficam em 21º, revela estudo Um estudo do Instituto de Economia da IA da Microsoft, em colaboração com o Banco Mundial e outras instituições, revelou que os Emirados Árabes Unidos lideram o uso de inteligência artificial, com 70,1% de adoção entre a população economicamente ativa. Surpreendentemente, os EUA ocupam apenas a 21ª posição, com 31,3%. O estudo destaca a rápida adoção de IA na Ásia e um aumento na diferença de adoção entre o Norte e o Sul Global. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em um momento de profunda transformação, que lembra períodos revolucionários da história, como a invenção da imprensa ou o surgimento da internet, muitos se perguntam quão ampla é realmente a adoção da inteligência artificial e quais efeitos ela pode estar tendo na economia. Nesse contexto, um relatório elaborado pelo Instituto de Economia da IA da Microsoft, em conjunto com especialistas do Banco Mundial, do Centro Nacional de Inteligência Artificial do Chile (CENIA), do MIT, entre outras instituições, aprofundou a análise do nível de disseminação dessa tecnologia no mundo e apresentou descobertas relevantes. Em primeiro lugar, o estudo destaca a adoção massiva da IA, que alcançou 1,2 bilhão de pessoas em menos de três anos. Além disso, aponta que, atualmente, uma em cada cinco pessoas utiliza inteligência artificial no mundo (17,8% da população). Vale destacar que a pesquisa se baseia em dados agregados e anonimizados de telemetria da Microsoft (informações sobre o funcionamento de seus produtos, erros, desempenho etc.), ajustados para refletir diferenças entre sistemas operacionais, participação de mercado dos dispositivos, acesso à internet e população de cada país. O levantamento inclui o uso de ferramentas como Gemini, ChatGPT, Claude e Copilot, entre outras, focando na população economicamente ativa que utiliza IA. Nesse ranking, os Emirados Árabes Unidos lideram a disseminação global, com uma taxa de adoção de 70,1% entre sua população economicamente ativa. Os Estados Unidos, reconhecidos por serem uma potência tecnológica e um dos maiores desenvolvedores de inteligência artificial, aparecem apenas na 21ª posição, com 31,3% de adoção. — Apesar de criarem os modelos mais avançados, sua adoção ainda está atrás de líderes menores. Isso mostra que os melhores ecossistemas de IA não estão necessariamente nos países maiores, mas onde há alinhamento entre políticas públicas, infraestrutura e educação — explicou Marina Bericua, diretora de Assuntos Públicos, Externos e Jurídicos da Microsoft CELA. Ranking dos países que mais usam inteligência artificial: Emirados Árabes Unidos — 70,1%Cingapura — 63,4%Noruega — 48,6%Irlanda — 48,4%França — 47,8%Espanha — 44,2%Nova Zelândia — 43,0%Reino Unido — 42,2%Países Baixos — 42,1%Catar — 41,8%Austrália — 39,5%Bélgica — 39,0%Israel — 38,1%Suíça — 37,8%Canadá — 37,3%Coreia do Sul — 37,1%Suécia — 36,1%Áustria — 34,1%Hungria — 32,2%Taiwan — 31,8%Estados Unidos — 31,3%Dinamarca — 31,2%Alemanha — 31,1%Polônia — 31,0%Itália — 30,2% Outro resultado relevante do estudo é a aceleração da adoção da IA na Ásia. Isso se explica pelo fato de que as ferramentas de inteligência artificial passaram a compreender, gerar e responder muito melhor em idiomas diferentes do inglês, como japonês e coreano. Nesse sentido, o relatório informa que “o crescimento foi liderado pela Coreia do Sul (+43%), Tailândia (+36%) e Japão (+34%), com avanços igualmente significativos na Mongólia, Irã, Laos e Turquia, todos com aumentos superiores a 30%”. Um dado interessante é que os primeiros meses de 2026 mostraram um fortalecimento das capacidades de programação com IA. Especificamente, os git pushes — processo pelo qual desenvolvedores publicam alterações de código online — cresceram 78% em relação ao ano anterior em nível global. Esses números são particularmente relevantes diante do cenário apontado pelo estudo: Quando a produtividade dos desenvolvedores aumenta, o custo de criar software diminui. Se a demanda por software for elástica, as organizações podem responder desenvolvendo mais aplicações para uma gama mais ampla de usos e setores econômicos. Os números já mostram evidências nesse sentido: em 2025, a quantidade de desenvolvedores de software empregados nos Estados Unidos chegou a 2,2 milhões, um aumento de 8,5% em relação ao ano anterior e o maior nível já registrado. Diferenças entre Norte e Sul Global O trimestre também mostrou um aumento da diferença na adoção de IA entre o Norte Global e o Sul Global. Enquanto a taxa de adoção no Norte Global alcançou 27,5%, no Sul Global ficou em 15,4%. Segundo o estudo, isso ocorre devido ao acesso limitado a redes elétricas confiáveis, conectividade à internet e competências digitais, fatores que continuam restringindo a adoção da tecnologia. O relatório acrescenta que enquanto essas lacunas fundamentais não forem reduzidas, os benefícios da inteligência artificial generativa continuarão sendo distribuídos de forma desigual. Dentro desse cenário, a Argentina ocupa uma posição intermediária: seu nível de adoção é de 21,9% (ou seja, 21,9% da população em idade ativa utilizou IA generativa no primeiro trimestre de 2026), ficando acima da média do Sul Global e também da média mundial, que é de 17,8%. — A adoção da IA ​​está fortemente correlacionada com o PIB, e há três fatores que preveem maior utilização e representam uma oportunidade para a Argentina: primeiro, infraestrutura digital (conectividade e energia confiável como base para o acesso); segundo, acesso a ferramentas e aplicativos para a indústria; e terceiro, capital humano (educação e habilidades digitais para usar a IA de forma produtiva) — acrescentou Bericua, concluindo: — As maiores lacunas estão na capacitação profissional. De fato, os índices mais baixos no Sul Global se concentram em habilidades digitais. Enquanto no Norte Global esses índices chegam a 70,1%, no Sul caem para 48,2%.