A disputa entre Estados Unidos e China pela liderança em inteligência artificial aponta para um empate técnico, segundo a nova edição do AI Index, um dos principais estudos internacionais do setor, publicado anualmente pela Universidade Stanford.

Os dois países se alternaram na liderança diversas vezes ao longo do ano passado, e, em fevereiro de 2025, o modelo DeepSeek-R1 chegou a ultrapassar o modelo americano mais poderoso na ocasião.

Em março deste ano, quando termina a série, o principal modelo da Anthropic superava o desempenho dos chineses em apenas 2,7%. Importante dizer que o estudo sugere que pode haver um esgotamento das métricas de desempenho —os chamados "benchmarks"— conforme os modelos de IA evoluem.

Apesar dessa disputa palmo a palmo, o relatório de Stanford revela um cenário assimétrico quando se olham os dados com lupa.

Por um lado, os Estados Unidos ainda lideram na criação de sistemas de ponta e produziram 50 modelos de IA do tipo no ano passado, contra 30 da China (para se ter uma ideia, o terceiro lugar, a Coreia do Sul, vem longe atrás, com cinco no total).