VÁRIOS AUTORES (nomes ao final do texto)

O Brasil discute seus problemas em ondas e, quando o assunto é bets, isso ganha proporções histriônicas. É o caso da legítima campanha de artistas que vão de Caetano Veloso e Gilberto Gil a Anitta.

É compreensível que parlamentares e personalidades públicas explorem o tema, afinal é um setor em franca expansão, com evidentes desafios e alvo fácil de ataques, seja nas eleições, seja em hashtags.

Mas pensemos: e se acabarem as bets?

As apostas online entraram na vida brasileira com uma velocidade que Estado e consumidores não conseguiram acompanhar. O que, para alguns, começou como uma prática ocasional acabou virando risco de endividamento e de impactos emocionais. Isso precisa, sim, ser enfrentado —mas não deve ser generalizado.