O PT de 2026 é composto, em linhas gerais, por dirigentes que ditam os rumos do partido, mas têm uma relação apenas política com Lula, e uma velha guarda que segue próxima do presidente, embora sem tanto poder interno.

O senador Jaques Wagner é um caso raro de petista na intersecção entre esses dois grupos, e é por isso que a ação contra ele, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), tem o potencial de causar tanto estrago eleitoral.

Líder do governo no Senado, Wagner é figura das mais poderosas dentro do PT e um dos grandes confidentes do presidente há décadas.

Nem o fato de ter sido próximo de Marisa Letícia, primeira-dama morta em 2017, o afastou do convívio com Lula, ao contrário de outras figuras que eram ligadas a ela e que acabaram se distanciando do presidente por causa de Janja.

Mais do que apenas um amigo, Wagner é alguém em quem Lula confia cegamente, o que o ajuda a seguir no posto de líder do presidente no Senado, ao menos por enquanto. Qualquer outra figura de menor expressão certamente já teria sido rifada.