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A vila de Vagos, no distrito de Aveiro, região central de Portugal, está sendo obrigada a reabrir salas de aulas que estavam fechadas havia anos, diz o presidente da Câmara Municipal, Rui Cruz. Ele atribui esse movimento, que considera positivo, à chegada de imigrantes à localidade, sobretudo brasileiros, que têm procurado vagas em escolas públicas para matricularem seus filhos."A necessidade de reabrir salas de aulas que estavam fechadas começou a ficar latente nos últimos dois anos, quando muitos filhos de imigrantes, em especial de brasileiros e venezuelanos, começaram as frequentar as creches, os jardins de infância e as escolas", diz Cruz, que participou, na quarta-feira, 17 de junho, do evento NovaNext, em Aveiro. Ele admite ao PÚBLICO Brasil que, mantido esse quadro, poderá haver a necessidade de se construir colégios mais à frente. Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui.O prefeito ressalta que, da mesma forma que as escolas de Vagos estão sendo "repovoadas", outros serviços público também vêm sentido o impacto da chegada de imigrantes. Ele lembra que, até o início desta década, a vila portuguesa vinha enfrentando um encolhimento da população, como quase todo o país. Em 2021, Vagos tinha cerca de 21 mil habitantes, hoje, são pelo menos 25 mil cidadãos vivendo no município — 4 mil deles, imigrantes.