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Em agosto de 2021, o brasileiro Wellington Pacheco trocou São Paulo por Aveiro. Saía da maior cidade do Brasil, onde tocava uma empresa de seguros e tinha no mercado imobiliário uma atividade secundária, para uma cidade portuguesa de praia, com pouco mais de oitenta mil habitantes, escolhida em função de critérios que pouco têm a ver com a corrida atrás de capital de giro: qualidade de vida para a família, segurança e ritmo."Em Aveiro, comecei com compra e venda de automóveis. Em seguida, abri uma empresa de sublimação (impressão de estampas em roupas). Mas foi no ramo imobiliário que encontrei realização. Hoje, dedico-me quase exclusivamente à compra e venda de imóveis", resume Pacheco.A reinvenção profissional, que está alinhada ao centro de uma das atividades econômicas que mais crescem na região, é também uma versão concentrada do percurso típico do empresário brasileiro recém-chegado a Portugal: aterrissa, testa, ajusta e, posteriormente, fixa-se onde o mercado responde. Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui.Cinco anos depois, como consequência desse percurso pessoal e da rede de empresários brasileiros que ele ajudou a estruturar em Aveiro, nasce, tendo Pacheco como presidente, o Capítulo 1363 da ADHONEP, associação de homens de negócios internacionais fundada nos Estados Unidos, mas que tem no Brasil um dos polos mais fortes de atuação.A entrada de Pacheco na organização veio por intermédio do seu mentor empresarial, Dailton Dantas, e responde ao que o ele descreve como o seu propósito de vida: "Tornar pessoas comuns em empreendedores e transformar empreendedores em empresários”. A inauguração oficial do capítulo aveirense acontece nesta sexta-feira, 12 de junho, no Cais da Fonte Nova, no centro turístico e comercial da cidade.E a escolha de Aveiro não é ao acaso, pois, nos últimos anos, a cidade vem sendo foco de um movimento contínuo de investimento brasileiro nas áreas imobiliária, de hoteleira e de serviços qualificados — algo que acompanha o crescimento da presença brasileira em Portugal, hoje a maior comunidade estrangeira no país.