Ações do MEC e do mercado de ensino superior produziram lucros, mas fizeram o fogo que consome a própria casa. Os impactos de alterações legais atingem instituições e políticas de governo, mas as principais vítimas são estudantes em busca de formação de qualidade e condições para estudar.
Aposta central de grandes grupos, o ensino a distância teve uma explosão de vagas após o MEC aniquilar, sob Temer (MDB), os controles para criar polos de apoio a estudantes. A medida de 2017 foi vendida em nome da democratização. Mas com polos precários, alguns em puxadinho de padaria e ausência de tutores qualificados, veio o descontrole de qualidade, guerra de preços, formação deficiente de alunos e, mais tarde, a urgência para frear o modelo.
As avaliações denunciam as deficiências. O governo Lula (PT) proibiu o EAD 100% em cursos como as licenciaturas, mas o setor resiste a uma maior exigência de presencialidade.
Na medicina, o governo Temer suspendeu a abertura de novos cursos a partir de 2018. Empresários não ficaram parados, e uma enxurrada de decisões judiciais garantiu milhares de novas vagas sem conexão com alguma política de prioridades.
Enquanto valores de mensalidades do presencial e EAD recuam ano após ano, a medicina manteve a valorização. Mas o ritmo já dá sinais de desaceleração.













