Escassos dias após a conclusão de uma empreitada de 14 milhões de dólares (cerca de 12,2 milhões de euros) para renovar o lago artificial junto do Memorial Lincoln em Washington, retirar a água “nojenta” que lá estava, como descreveu Donald Trump, pintar o fundo de “azul da bandeira americana”, tapar fissuras e voltar a enchê-lo com “água limpa e bonita”, o azul passou a verde e o monumento está novamente repleto de algas. E, segundo o Washington Post, trata-se da maior eclosão de algas naquele lago dos últimos cinco anos.O lago, a chamada reflecting pool do Memorial Lincoln, tinha sido alvo de uma das mediáticas intervenções decretadas pelo Presidente norte-americano na capital dos Estados Unidos, a par da demolição da ala este da Casa Branca e da polémica e onerosa construção, no mesmo local, de um salão de baile, ou da anunciada remodelação do Centro Kennedy de artes e espectáculos, ou ainda do projecto para um novo "Arco do Triunfo", maior do que o monumento francês que lhe serve de inspiração.A empreitada do lago, atribuída sem concurso a um empresário que Trump ora admite, ora nega desconhecer de projectos anteriores, estava inicialmente orçada entre 1,5 e 2 milhões de dólares, mas os custos rapidamente dispararam para 14 milhões. Tinha sido anunciada em Abril, com o republicano a criticar as anteriores administrações democratas por não terem conseguido resolver os dois problemas crónicos daquela infra-estrutura inaugurada em 1923: a perda de milhões de litros de águas através de fissuras e a persistência das algas que tingem as águas de verde.Escassos dias após a conclusão da obra, um dos problemas está de volta. As autoridades locais tentam agora remover as algas, mais uma vez.