O presidente Lula já estava preparado para a possibilidade de o escândalo do Banco Master atingir pessoas do núcleo de seu governo, especialmente da Bahia, e já teria inclusive ensaiado a resposta para dar caso as investigações de fato avançassem sobre autoridades ligadas a ele.
Nesta quinta (18), a PF deflagrou uma operação de busca e apreensão em nova fase da Operação Compliance Zero. Os mandados envolvem o senador Jaques Wagner, líder de seu governo.
De acordo com aliados e ministros que integram sua equipe, desde que sinais sobre um possível envolvimento do senador Jaques Wagner começaram a aparecer na imprensa, o presidente adotou um discurso interno de que, em seu governo, a PF (Polícia Federal) trabalha e quem for suspeito tem que se explicar e pagar pelos erros que cometeu.
A resposta já teria sido inclusive testada quando o presidente falou sobre o envolvimento de seu próprio filho, Fábio Luís Lula da Silva, pessoas envolvidas no escândalo do INSS. Em entrevista ao UOL, ele disse que o filho teria que "pagar o preço" caso tivesse alguma responsabilidade.
O presidente teria inclusive conversado com Jaques Wagner, que é seu velho amigo e líder do governo no Senado. O senador, na ocasião, teria tentado tranquilizar o presidente de que não teria envolvimento direto com as fraudes financeiras investigadas pela PF.













