Banco incentiva formação de parcerias para a otimização de recursos na área tecnológica Renata Petrovic, do Bradesco: ‘Você não quer um robô, quer contato humano’ — Foto: Divulgação O Bradesco projeta crescimento na demanda dos clientes do inovabra, ecossistema de inovação do banco criado para desenvolver soluções tecnológicas e novos negócios. A informação foi dada por Renata Petrovic, head de inovação da empresa. Para Petrovic, o ritmo maior de negócios no âmbito do inovabra será sustentado pelo atual movimento crescente de busca por eficiência entre as empresas. E isso passa cada vez mais pelo uso de avanços tecnológicos, como mecanismos de inteligência artificial, disse Petrovic, que participou do Web Summit Rio 2026. A carteira de clientes nesse ecossistema do Bradesco engloba 330 startups e cerca de 60 corporações, clientes da instituição financeira. A executiva acredita que haverá crescimento na demanda por serviços do inovabra na carteira de clientes existente. Petrovic disse que a missão do ecossistema de inovação do Bradesco, criado em 2018, é auxiliar na conexão do banco com startups, empresas de tecnologia, nacionais e internacionais, e com clientes. O princípio, disse, é que as empresas não precisem desenvolver todas as inovações internamente. Elas podem se beneficiar de parceiros, como o inovabra, para ajudar a integrar nos negócios soluções externas. “Nós podemos chamar startups de cibersegurança para apresentarem soluções a empresas que queiram evoluir departamentos de segurança”, exemplificou. Empresas maiores podem buscar soluções tecnológicas que ajudem a melhorar a eficiência e o atendimento a clientes, disse. “Buscamos startups ou empresas de tecnologia que podem estar fazendo alguma coisa diferente e de ponta em termos de eficiência para o cliente.” A executiva também visualiza cada vez mais espaço de crescimento para uso de IA. “Independentemente do segmento, as empresas têm sempre demandas de eficiência: como posso fazer o que eu já faço mais rápido, com menos recursos?”, indagou. “A IA entra [como solução] nesse sentido.” A executiva vê “milhares de possibilidades” no uso de IA para aprimorar eficiência. “Pode ser usada em processos para melhorar eficiência de logística, de RH, de departamento jurídico.” No entanto, Petrovic não prevê que o uso intensivo de IA no setor financeiro e em outros segmentos possa conduzir a uma onda de perda de empregos no futuro. Mesmo com avanços na tecnologia, a interação humana mantém-se vital, especialmente em decisões financeiras complexas, salientou. “Pense nas instituições financeiras hoje em dia, e o que você vê? Você vê [bancos] diminuindo número de agências. Mas, veja, vai diminuir, mas não vai acabar”, disse. “Interações digitais facilitadas, isso é ótimo, com a inteligência artificial. Mas, no fundo, quando você precisa tomar uma decisão difícil [financeira], você não quer falar com um robô, você quer ter contato humano.”