Combinação entre inovação tecnológica e atuação coordenada do Banco Central é apontada como diferencial do ecossistema financeiro brasileiro Para Moreira, QI Tech, e Thazhmon, da Jeeves, Brasil se tornou referência em inovação em pagamentos digitais globalmente — Foto: Lucas Tavares / Agência O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 18:01 Brasil se Destaca em Pagamentos Digitais com Sucesso do Pix e Open Finance Executivos de fintechs destacaram o Brasil como referência global em pagamentos digitais, graças à combinação de inovação tecnológica e atuação coordenada do Banco Central. Em painel no Web Summit Rio, ressaltaram o sucesso do Pix e do Open Finance, que revolucionaram o setor ao ampliar concorrência e facilitar a entrada de novas empresas. O CEO da Jeeves, Dileep Thazhmon, alertou sobre a necessidade de adaptação ao mercado brasileiro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Brasil deixou de ser apenas um importador de inovação financeira e passou a servir de referência para outros países na construção de sistemas modernos de pagamentos digitais. A avaliação foi feita por executivos do setor de tecnologia para finanças durante o painel "Por que a próxima Stripe virá de São Paulo, e não de São Francisco?", realizado nesta quarta-feira no Web Summit Rio. Participaram do debate — que cita como referência a gigante de serviços financeiros americana Stripe — Dileep Thazhmon, fundador e CEO da fintech Jeeves, e Emílio Moreira, cofundador da vertical de administração e custódia da QI Tech. A mediação foi de Ryan Lawler, repórter especializado em fintechs do Axios. Segundo os participantes, o principal diferencial brasileiro foi a combinação entre inovação tecnológica e uma atuação coordenada do Banco Central, que criou condições para o desenvolvimento de ferramentas como Pix e Open Finance. — O Brasil está claramente na vanguarda da inovação em pagamentos. Muitos países ainda estão tentando construir sistemas semelhantes ao Pix, enquanto o mercado brasileiro já discute as próximas etapas dessa evolução — afirmou Moreira. Lançado em 2020, o Pix foi apontado como um divisor de águas para o setor financeiro. Os debatedores argumentaram que a infraestrutura criada pelo Banco Central não apenas acelerou a digitalização dos pagamentos, mas também abriu caminho para novas tecnologias, ampliou a concorrência e facilitou a entrada de empresas inovadoras no sistema financeiro. — Uma das características mais impressionantes do mercado brasileiro é que o regulador não atua apenas como fiscalizador. Existe uma disposição genuína para dialogar com o setor e entender como a tecnologia pode melhorar a eficiência do sistema financeiro — disse Thazhmon, que vem ampliando a presença da Jeeves no Brasil e vê o país como um mercado-chave para o crescimento da companhia. O executivo observou que muitas empresas estrangeiras subestimam a complexidade do mercado brasileiro ao tentar reproduzir produtos desenvolvidos em outros países. — O erro mais comum é acreditar que basta trazer uma solução global para o Brasil. O mercado brasileiro tem características próprias, tanto do ponto de vista regulatório quanto do comportamento dos consumidores. Quem não adapta o produto acaba encontrando dificuldades — afirmou. Os participantes também citaram o Open Finance como um dos projetos mais relevantes em andamento. Segundo eles, o compartilhamento padronizado de dados financeiros tem potencial para reduzir atritos na movimentação de recursos, simplificar a migração de clientes entre instituições e aumentar a concorrência no setor. — Não é apenas sobre abrir dados, é sobre criar uma linguagem comum para o mercado. O cliente deixa de ser um “prisioneiro” de uma única instituição, porque pode levar seu histórico e sua confiança para onde o serviço for melhor. Isso simplifica brutalmente a migração e, no fim do dia, força todo o sistema a ser mais eficiente — afirmou Thazhmon. A cobertura do Web Summit Rio 2026 na Editora Globo é apresentada pelo Itaú. (Thayz Guimarães, especial para O GLOBO)
Para executivos de fintechs, Brasil virou referência global em pagamentos digitais
Combinação entre inovação tecnológica e atuação coordenada do Banco Central é apontada como diferencial do ecossistema financeiro brasileiro












