PUBLICIDADE 'Apesar da consistência líquida, a diretora não se inibe em pegar pesado na onda de repetições, assinando embaixo uma explícita obra de autor, como se dizia antigamente', diz crítica; Bonequinho olha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cena de 'As correntes' — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 17:27 "Filme 'As Correntes' Explora Conflitos Femininos e Emocionais" O filme "As correntes", da diretora argentina-suíça Milagros Mumenthaler, explora os mistérios e dores do feminino através da história de Lina, uma estilista que após vencer um prêmio na Suíça, submerge em um caos emocional manifestado por uma aversão extrema à água. Com uma narrativa introspectiva e repetitiva, a obra desafia os espectadores a acompanharem o conflito interno da protagonista, marcado por raízes familiares complexas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Sem muito esforço, “As correntes” poderia navegar como “Cronologia da água parte 2”. Não são poucas as semelhanças entre os dois mergulhos em mistérios e dores do feminino, desta vez com direção e roteiro da argentina-suíça Milagros Mumenthaler. Mas se no filme de Kristen Stewart, a água era a saída para traumas de infância, desta vez ela representa cristalina imersão no caos. Lina (vivenciada com adequada e esforçada falta de brio por Aimé González Sola), bem-sucedida estilista na casa dos 30, depois de ganhar importante prêmio na Suíça, “do nada” mergulha nas águas turvas de um rio. Dá para imaginar a temperatura. De volta ao lar aconchegante, marido pra lá de compreensivo, filhinha fofa, Lina engrena em surto, cujo maior sintoma é a total — entenda-se total — aversão à água. Até para escovar os dentes. Lavar cabelos, nem pensar. Com olhar cada vez mais perdido e — por que não assumir a palavra — lúgubre, cabe ao espectador acompanhar, com raríssimas pistas, caminhos e descaminhos de uma mulher aparentemente bem-resolvida em tormentoso confronto consigo mesma. Sem spoiler, mas também sem novidades, é óbvio que o comportamento bizarro tem raízes familiares. Onde mais? Apesar da consistência líquida, a diretora não se inibe em pegar pesado na onda de repetições, assinando embaixo uma explícita obra de autor, como se dizia antigamente. Os mais pacientes podem eventualmente usufruir desta incomum odisseia ao fundo de si mesma, com trilha morosa e fotografia requintada. Cotação: Bonequinho olha.