PUBLICIDADE Julia Ducournau retorna ao gênero com drama familiar e visual onírico em uma fábula que remete à Aids e à Covid, mas não é particularmente impactante ou assustador, diz crítico; Bonequinho dorme 'Alpha', de Julia Ducournau — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 16:46 "Alpha": Terror Corporal e Drama Familiar no Novo Filme de Julia Ducournau "Alpha", novo filme de Julia Ducournau, vencedora da Palma de Ouro por "Titane", explora o terror corporal em um drama familiar com visual onírico. Situado na Normandia dos anos 90, a trama gira em torno de uma mãe solteira e sua filha, Alpha, que retorna de uma festa com uma tatuagem misteriosa. O filme alude a pandemias como a Aids e a Covid, mas é criticado por sua narrativa frenética e tediosa. Bonequinho dorme. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Vencedora da Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2021 com “Titane”, Julia Ducournau retorna, com “Alpha”, ao gênero que a consagrou, o terror corporal, aqui aplicado a um drama familiar de visual onírico. O roteiro não oferece muitos detalhes, mas a ação provavelmente se passa em uma cidade da Normandia na década de 1990 e é centrada em uma família franco-marroquina chefiada por uma mãe solteira (Golshifteh Farahani). Esta fica profundamente assustada quando Alpha (Mélissa Boros), a filha adolescente de 13 anos, volta de uma festa com a letra “A” tatuada no braço. Isso no momento em que o hospital onde trabalha como médica está sobrecarregado de casos de uma nova doença causada por um vírus misterioso que, aos poucos, transforma os infectados em uma estátua de mármore branco, e que vitimou seu irmão anos antes. O filme pode ser interpretado como uma fábula sobre a pandemia da Aids (as formas de contágio, agulhas contaminadas, por exemplo, e as manifestações de preconceito com os afetados são semelhantes) ou mesmo a da Covid, mas não é particularmente impactante ou assustador, em termos literais ou metafóricos. Alpha tinha 5 anos quando o tio (Tahar Rahim), viciado em drogas, foi contaminado, e mal consegue se lembrar dele agora, o que a faz confundir memórias de sua presença (descritas em tons de vermelho e dourado) com a ansiedade do tempo presente (mostrado em tons de azul). A diretora constrói uma espécie de presente alternativo ou de passado recente distópico, de cores e dramaticidade saturados, costurados em uma narrativa frenética, exasperante, mas pouco convincente e algo tediosa. Cotação: Bonequinho dorme.
'Alpha': terror corporal da diretora do premiado 'Titane' aposta em metáfora sobre epidemias, mas não convence
Julia Ducournau retorna ao gênero com drama familiar e visual onírico em uma fábula que remete à Aids e à Covid, mas não é particularmente impactante ou assustador, diz crítico; Bonequinho dorme










