Em file contemplativo, Bárbara Luz interpreta Anabel, jovem que sofre com a morte da avó e forma um vínculo com Meiko, intepretada por Sharon Cho; Bonequinho aplaude 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cena de 'Cinco da tarde', de Eduardo Nunes — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 17:36 "Cinco da Tarde": Filme de Eduardo Nunes Explora Perda e Memória com Sensibilidade Em "Cinco da tarde", Eduardo Nunes dirige uma obra contemplativa que destaca o encontro de duas adolescentes, Anabel (Bárbara Luz) e Meiko (Sharon Cho), entre "luz e sombra". Anabel, abalada pela morte da avó, encontra em Meiko uma presença serena e luminosa. O filme, elogiado pela crítica, explora temas de perda e memória, com uma narrativa em preto e branco que valoriza o silêncio e a introspecção. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Eduardo Nunes filma sem pressa, na contramão do vapt-vupt que impera nos dias de hoje. Valoriza as imagens suaves, o ritmo contemplativo, o silêncio. É dessa maneira que mostra, em “Cinco da tarde”, o encontro entre duas adolescentes, Anabel (Bárbara Luz) e Meiko (Sharon Cho). Ambas revelam estados emocionais distintos. Enquanto a primeira sofre com a morte da avó (Analu Prestes), a segunda mantém a serenidade. Meiko surge como uma espécie de luz num momento sombrio da trajetória de Anabel, que, não por acaso, firma vínculo afetivo com ela. Uma sensação de familiaridade que se estende a determinados espaços, como o apartamento de Meiko e o Campo de São Bento. A morte desponta como um elemento central no sólido elo que se estabelece entre Anabel e Meiko. É representada por meio da perda de pessoas próximas e de lugares como o Cine São Bento, que a avó de Anabel frequentou até ser demolido para a construção do prédio onde as personagens moram. Além das lembranças de acontecimentos concretos, o passado é fabricado nas imaginações de Anabel e Meiko. Se o que ficou para trás deixou saudade, os novos tempos não parecem mais tranquilos. Afinal, o instante imediato é desestabilizador e o futuro, incerto — principalmente para Anabel, que vivencia um dramático rito de passagem. A jornada intimista das personagens é estruturada em capítulos e exposta em belíssimo preto e branco, com inserção eventual da cor (fotografia de Mauro Pinheiro Jr.). A atmosfera também se sustenta graças à sintonia nas interpretações das atrizes, cabendo mencionar ainda Miwa Yanagizawa no papel da mãe de Meiko. Cotação: Bonequinho aplaude.