Para crítica, atriz preenche a tela praticamente sozinha; Bonequinho olha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Paolla Oliveira em 'Herança de Narcisa' — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 15:15 "Paolla Oliveira brilha, mas 'Herança de Narcisa' tropeça em clichês" "Herança de Narcisa", estrelado por Paolla Oliveira, mistura drama, sobrenatural e terror psicológico, mas perde força ao usar recursos batidos e explicações didáticas. A trama explora a complexa relação entre Ana e sua mãe Narcisa, contrastando personalidades e lidando com luto e traumas geracionais. Paolla brilha sozinha, enquanto personagens secundários cumprem funções básicas do roteiro. Cotação: Bonequinho dorme. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma casa mal-assombrada, uma mãe e uma filha em jogo de duplos e espelhos. Em “Herança de Narcisa”, vencedor do prêmio do júri popular da seção Novos Rumos do Festival do Rio, os diretores Clarissa Appelt e Daniel Dias inserem elementos sobrenaturais no drama da relação complexa e especial de mães e filhas. Ana (Paolla Oliveira) chega para a difícil tarefa de se desfazer dos discos, das roupas e maquiagens da mãe, que morreu faz pouco tempo. O filme deixa claro que, no temperamento, as duas não poderiam ser mais diferentes: Ana é uma chef de cozinha introspectiva, em meio a um luto, e Narcisa era uma vedete que amava ter a sala cheia de amigos cantando, dançando, bebendo e se divertindo. Na aparência, porém, elas são idênticas — quase um clichê nas obras de terror e suspense. Ana sente-se sufocada pelas memórias que tenta bloquear, e a direção de arte faz um belo trabalho na construção dessa casa. As diferenças e semelhanças de Ana e Narcisa tiveram um peso grande na relação, e os traumas e heranças geracionais continuam presentes, misturados ao luto e à discussão sobre a maternidade. É uma história de mulheres que vale ser contada, e Paolla Oliveira faz as duas na medida, preenchendo a tela praticamente sozinha, já que os personagens secundários parecem estar ali para cumprir funções do roteiro. O filme se perde justamente na combinação do drama com o sobrenatural e o terror psicológico, diluindo sua força em cenas que até buscam um certo impacto visual, mas que usam recursos um tanto batidos e explicam de maneira didática demais os conflitos e sentimentos de Ana em relação a Narcisa. Cotação: Bonequinho olha.