A proibição de importação de carne brasileira, pelo não cumprimento de normas relacionadas ao uso de antimicrobianos, deve vigorar a partir de setembro O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o veto da Comissão Europeia à carne brasileira é uma decisão “pontual” do órgão “que faz bem seu trabalho ao controlar se as regras sanitárias para proteger os consumidores do bloco são respeitadas”. Macron destacou que quando as normas não são cumpridas, o comissário europeu adota controles. “Foi o que sempre defendi”, disse o presidente francês, na entrevista coletiva de encerramento da cúpula do G7, presidida pela França, em Évian-les-Bains, nos Alpes franceses. O líder francês se opôs ao acordo entre Mercosul e União Europeia, fortemente rejeitado pelos agricultores da França que chegaram a fazer inúmeros protestos para evitar sua aprovação. O presidente francês também criticou a entrada em vigor, provisória, do acordo a partir de 1° de maio, enquanto os trâmites de ratificação no bloco europeu estão suspensos aguardando uma posição da Justiça do bloco. “Nós estamos em uma região com um grande potencial agrícola. Como é possível dizer aos nossos produtores que eles não podem usar um antibiótico e, ao mesmo tempo, importamos carne do outro lado do mundo que utiliza a substância proibida aqui”, indagou Macron. “O presidente Lula é um grande líder social e ambiental. Nós também. O comissário europeu tem razão e nós efetuamos os controles”, acrescentou Macron. A proibição de importação de carne brasileira deve vigorar a partir de setembro. Os europeus alegam que o Brasil não cumpriu normas relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu às margens do G7 com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa. O órgão reúne os chefes de Estado e de governo do bloco e estabelece a direção política geral da UE. No encontro, foi acertado um “mecanismo bilateral” entre o Itamaraty e a Comissão Europeia para dar um acompanhamento político às discussões técnicas ligadas à carne brasileira. O presidente francês Emmanuel Macron se reúne com forças de segurança antes da cúpula do G7 em Evian-les-Bains, França, na segunda-feira, 15 de junho de 2026. — Foto: AP/Christophe Ena