O fim do veto europeu à importação de carne brasileira não tem data para acontecer e dependerá do ciclo de vida de cada cadeia produtiva afetada por uso excessivo de antimicrobianos, afirmam autoridades europeias. Quando o Brasil conseguir demonstrar que se adequou às regras sanitárias, os embarques serão novamente autorizados.

"É impossível especular sobre uma possível data de reabilitação do Brasil ou de qualquer outro país, já que isso depende de uma série de fatores", afirmou a diretora Eva Zamora Escribano, da DG Sante, autoridade sanitária europeia, em uma reunião com a Avec (Associação de Avicultura, Indústria e Comércio nos Países da União Europeia) no último dia 28 de maio.

Em nota, a Comissão Europeia disse que a reabilitação do Brasil dependerá de dois fatores: o tempo necessário para implementação de novas medidas legislativas e controles, e os ciclos de produção de cada cadeia –algo que o secretário de Comércio do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, adiantou ao C-Level Entrevista, videocast da Folha.

O órgão europeu confirmou que o Brasil não poderá exportar carne para a União Europeia a partir de 3 de setembro deste ano. "Assim será até que o Brasil forneça as garantias necessárias para demonstrar adequação com as exigências da União Europeia."