Ibaneis Rocha (MDB) transformou o BRB (Banco de Brasília) em um puxadinho de seu governo. Problema no sistema de bilhetagem do transporte público? O BRB resolve. E a Torre de TV com vista para o Congresso Nacional, fechada para o público? O BRB assume. Autódromo? O BRB reabre.
Durante os sete anos em que Ibaneis governou o Distrito Federal, o BRB o atendeu das mais diferentes formas. Inventou até um patrocínio para o time dele, o Flamengo, com direito a cartão de crédito para os torcedores. Passou a entregar, em casa, medicamentos de alto custo.
Ao lado do então presidente, Paulo Henrique Costa, Ibaneis mandou e desmandou no banco. Deixou claro que também estava no mínimo de acordo com a ideia de comprar o Banco Master, a mais ambiciosa até então.
Ligou para deputados distritais para pedir a aprovação do projeto de lei que autorizava a aquisição —e fez a sanção menos de 24 horas depois. Diante das críticas da oposição, esbravejou. Ironizou seu antecessor, dizendo ter recebido a chave do BRB da PF porque quase quebraram o banco.
Com o Master liquidado e Daniel Vorcaro preso, Ibaneis agora tenta dizer que era só um governador incompetente. Dava total autonomia para seus subordinados e confiava nas decisões deles. Acreditou cegamente quando Paulo Henrique disse que a compra do Master era um ótimo negócio. Ao Metrópoles afirmou que não sabe nem fazer um Pix.








