O TCE (Tribunal de Contas do Estado) de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (17) as contas de 2025 do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas com um relatório que apontou a existência de um "orçamento paralelo das renúncias de receita" e fez uma série de ressalvas.

Apesar de considerar que foram cumpridas as principais exigências constitucionais, como os gastos com pessoal e aplicações mínimas em saúde e educação, a corte avaliou haver problemas nas contas do governo paulista que prejudicam a medição dos impactos da política de isenções tributárias para a sociedade.

O conselheiro Marco Aurélio Bertaiolli, relator do processo, utilizou em seu voto a expressão "orçamento paralelo" para se referir ao crescimento do volume de benefícios sem transparência na gestão Tarcísio, reforçando uma avaliação já feita no ano anterior.

O secretário estadual da Fazenda, Samuel Kinoshita, disse à Folha não compartilhar da interpretação de "orçamento paralelo" apresentada pelo tribunal e afirmou que a gestão adotou um conjunto de medidas para melhorar a transparência das renúncias fiscais e que devem ter reflexo na análise das contas do ano que vem.

A revisão de isenções fiscais é defendida pela gestão Tarcísio como uma forma de extinguir benefícios injustificados a empresários e aumentar a receita tributária.