O G7 divulgou nesta quarta-feira (17) os últimos três documentos da cúpula de Évian, sobre a proteção de menores no ambiente digital, a segurança das cadeias de fornecimento de minerais críticos e o crescimento econômico equilibrado.
Como já vinha ocorrendo desde terça-feira (16), o Brasil voltou a aderir apenas parcialmente ao conjunto: endossou a declaração sobre menores, mas ficou de fora das duas outras.
A declaração sobre minerais críticos tem como único país parceiro signatário a Austrália. O texto recomenda reduzir a dependência de um único fornecedor fora do G7 para terras raras e ímãs permanentes a menos de 60% até 2030, e cria uma "Aliança de Resiliência e Produção de Minerais Críticos" entre os membros do grupo.
A ausência do Brasil —um dos maiores detentores de reservas de terras raras do mundo— segue o padrão identificado pelo governo brasileiro nos textos anteriores: a leitura em Brasília é de que o documento tem caráter extrativista e geopolítico, voltado a formar uma coalizão ocidental em torno do tema sem considerar o direito dos países produtores de agregar valor às próprias cadeias produtivas.
Já a declaração sobre crescimento equilibrado, que tem Egito, Quênia e Coreia do Sul como parceiros signatários, trata de desequilíbrios macroeconômicos globais e da necessidade de países com superávits externos persistentes estimularem a demanda doméstica. O texto reconhece a urgência de reabrir o estreito de Hormuz "sem qualquer tipo de cobrança".












