Líderes do grupo estabeleceram planos para introduzir cotas obrigatórias para empresas de alguns setores industriais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 G7: nenhum país isoladamente deverá fornecer mais de 60% de suas importações de minerais críticos até 2030 — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 10:21 G7 quer diminuir dependência da China em minerais raros estratégicos O G7 busca reduzir a dependência da China, que atualmente fornece mais de 60% das terras-raras importadas. Durante a cúpula nos Alpes franceses, os líderes decidiram implementar cotas obrigatórias em setores industriais e fomentar projetos de reciclagem e mineração. A China detém cerca de 70% do mercado de refino de minerais críticos, o que levanta preocupações sobre a segurança de abastecimento global. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os países do Grupo dos Sete (G7), que reúne as maiores economias do mundo, concordaram que nenhum país isoladamente deverá ser o responsável pelo suprimento de mais de 60% da compras externas de minerais críticos até 2030, em um esforço para reduzir sua dependência da China, segundo pessoas familiarizadas com as discussões. Durante a cúpula realizada nesta semana em Évian-les-Bains, nos Alpes franceses, os líderes do G7 estabeleceram planos para introduzir cotas obrigatórias para empresas de alguns setores industriais, no que parece ser um reconhecimento da necessidade de fabricantes de defesa, em particular, reduzirem sua dependência da China, disse uma das fontes. Eles também se comprometeram a criar uma plataforma para coordenar esforços destinados a ampliar a oferta proveniente da reciclagem e de novos projetos de mineração, acrescentou a fonte, que pediu para manter o anonimato. Um funcionário do G7 afirmou que o plano para minerais críticos foi um dos temas sobre os quais os líderes conseguiram chegar a um consenso completo em uma reunião dominada por questões relacionadas ao acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Outro funcionário disse que todos os membros estavam alinhados quanto à necessidade de diversificar seus fornecedores de minerais críticos para se tornarem menos vulneráveis a interrupções no abastecimento. A China impôs amplos controles de exportação sobre a maioria dos minerais críticos e terras-raras no ano passado, ameaçando interromper linhas de produção em todo o mundo e evidenciando para as autoridades o poder de influência que Pequim acumulou por meio de seu quase monopólio no fornecimento desses materiais. Controles de exportação da China A China também impôs neste ano ao Japão uma ampla proibição de produtos que podem ser utilizados tanto em equipamentos civis quanto militares, após um desentendimento envolvendo Taiwan. A necessidade de reduzir a dependência da China não é novidade para o Japão, que já havia sido alvo de uma proibição de exportação de minerais críticos em 2010, após uma disputa marítima de fronteira. Isso desencadeou um longo esforço japonês para diminuir sua dependência das terras-raras chinesas, mas o país ainda obtém cerca de 75% de suas importações desse vizinho. Um relatório de 2025 da Agência Internacional de Energia (AIE) concluiu que a China controlava aproximadamente 70% do mercado dos processos de refino da maioria dos minerais críticos. Para algumas substâncias específicas, o domínio chinês é ainda maior. Segundo o relatório, o país produz 85% do cobalto processado e 99% do gálio primário. Como o Brasil pode reduzir a hegemonia da China em terras-raras? E por que os EUA estão tão interessados nisso? A mineração e o refino de terras-raras causam impactos ambientais significativos, além de serem atividades caras e demoradas. Isso significa que a construção de cadeias alternativas de suprimento é um compromisso complexo e de longo prazo, que pode levar muitos anos para ser concretizado.
G7 busca garantir que a China não forneça mais de 60% das terras-raras importadas pelos países
Líderes do grupo estabeleceram planos para introduzir cotas obrigatórias para empresas de alguns setores industriais











