Municípios chumbam proposta do “mapa verde” das renováveis Florestas, património e projectos locais: os casos concretos que os municípios opõem ao mapa das renováveisA Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) emitiram pareceres favoráveis condicionados à proposta do Programa Sectorial das Zonas de Aceleração de Energias Renováveis (PSZAER), de acordo com documentos publicados no âmbito da consulta pública ao “mapa verde” das renováveis. Nos seus pareceres, as duas entidades não se opõem ao mapa das zonas de aceleração de energias renováveis, mas fazem-no depender de um conjunto extenso de garantias técnicas e ambientais.O Governo lançou esta quarta-feira a consulta pública ao PSZAER, que define o mapa nacional onde poderão ser instaladas, com procedimentos simplificados, as futuras centrais solares e eólicas. Em Maio, a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) deste programa concluiu que cerca de 7% do território continental tem condições para receber projectos de energia solar e eólica em regime acelerado, dispensando os habituais processos de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).As preocupações da APA e do ICNF encontram eco directo em praticamente todas as outras entidades da Administração Central ouvidas em sede de auscultação prévia, assim como nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e nas organizações não-governamentais de ambiente, com críticas severas às limitações da cartografia, à concentração territorial e à fragilidade da protecção do solo e da água. A este descontentamento junta-se o chumbo da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).