O Governo lançou esta semana a consulta pública ao Programa Sectorial das Zonas de Aceleração de Energias Renováveis (PSZAER), que define o mapa nacional — conhecido como “mapa verde” — onde poderão ser instaladas, com procedimentos simplificados, as futuras centrais solares e eólicas. Várias autarquias apontam o dedo a sobreposições específicas entre o mapa nacional e a realidade do terreno.O arranque da consulta pública acontece depois de a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) ter já entregado, entre várias outras entidades em sede de auscultação prévia, um parecer globalmente desfavorável à proposta, criticando tanto o conteúdo do mapa como a forma como todo o processo foi conduzido pelo Governo e pela Estrutura de Missão para a Aceleração das Energias Renováveis (EMER 2030).Para além das críticas gerais ao PSZAER, o parecer da ANMP inclui ainda um anexo onde vários municípios apresentam exemplos muito concretos de territórios, infra-estruturas e projectos locais que entram em conflito directo com a cartografia do chamado “mapa verde”. A ANMP esclarece que estes casos não fazem parte da sua análise genérica, mas sim de “um conjunto de outras sugestões e apreciações concretas, individualizadas por município, que retratam abordagens mais territorializadas”.