Peter Frampton ouve diferenças dentro do próprio disco novo que você provavelmente não irá notar. Algumas guitarras de "Carry the Light" foram gravadas há cinco ou seis anos. Outras, no ano passado.

No centro dessa diferença está a miosite por corpos de inclusão (MCI), uma doença muscular degenerativa que começou a atacar Frampton pelas pernas em 2009 e já chegou às mãos.

"Eu consigo ouvir a diferença entre o que toquei cinco ou seis anos atrás e o que toquei no ano passado", diz Frampton, 76, em entrevista à Folha na segunda (15). "Algumas coisas estão tão boas quanto antes. Outras são um pouco diferentes."

"Conforme minhas mãos ficam um pouco mais fracas, alguns dedos não chegam ao lugar certo na hora certa. Então preciso mudar a maneira de tocar. Mas está tudo bem. Eu gosto de um desafio."

"Carry the Light", já nas plataformas de streaming, é seu primeiro álbum de rock com material inédito em 16 anos. Traz dez faixas, com participações de gente como Sheryl Crow, Graham Nash e Tom Morello, e está repleto de grandes riffs e boas canções.