Imagens foram publicadas no perfil de Luis Felipe Feliciano Egoroff há dois anos; ele e mais dois homens estão presos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Luis Felipe Feliciano Egoroff com criança durante salto de rope jump na Ponte de Esqueleto, mesmo lugar onde Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após ser lançada sem corda; Egoroff e mais dois instrutores estão presos — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 15:58 Instrutor e dois homens presos após morte em salto sem cordas em SP Luis Felipe Feliciano Egoroff, instrutor de rope jump, está preso junto com outros dois homens após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, lançada sem cordas de uma ponte em Limeira (SP). Imagens mostram Egoroff saltando com uma criança, levantando questões sobre segurança e responsabilidade. Após a tragédia, perfis dos organizadores foram deletados. A defesa alega experiência e que é a primeira morte em suas atividades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no último sábado (13), imagens de saltos de "rope jump" que eram promovidos por marcas informais viralizaram, com o público questionando sobre a segurança dessa prática. Um dos vídeos que se destacaram é do instrutor Luis Felipe Feliciano Egoroff fazendo o salto com uma criança. Egoroff e os também instrutores Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, acusação mantida após a conversão da prisão em preventiva. Os três são apontados como os responsáveis pelo lançamento de Maria Eduarda da chamada Ponte do Esqueleto, na zona rural de Limeira (SP). A jovem não estava equipada com as cordas que são conectadas à ponte, permitindo um movimento pendular após o salto. Maria Eduarda foi lançada em queda livre de uma altura de cerca de 40 metros. Um vídeo de cerca de 18 segundos mostra Egoroff fazendo um salto com uma criança. Não há informações se eles têm algum parentesco. Ele corre segurando o menino no colo com o braço esquerdo. No ângulo das imagens, não é possível ver se a criança está conectada ao instrutor ou ao equipamento. Na outra mão o homem segura as cordas conectadas à ponte. Egoroff percorre uma estrutura, usada como uma passarela, e ao chegar na ponta, salta. No vídeo, gravado a partir da estrutura, é possível ver ele e a criança em queda, até o primeiro movimento pendular, com a corda presa à ponte. Instrutor de rope jump que lançou jovem sem corda já fez salto com criança A publicação data de 24 de maio de 2023, e é um dos vídeos de destaque no perfil do instrutor. Na legenda, além de 32 hashtags, está escrito "Salto ponte do esqueleto ☠️". Essa é de onde Maria Eduarda foi lançada sem qualquer equipamento que a conectasse. Nos comentários, muitas pessoas chamam a atenção pelo chato de Egoroff correr a todo o tempo segurando a corda. No momento do lançamento de Maria Eduarda — que optou pela modalidade "aviãozinho", quando a pessoa é jogada por dois instrutores —, três funcionários a preparam, e não há equipamento de segurança que evitasse a queda livre, como cordas e fios. "Um absurdo ver esses vídeos agora, com você nitidamente segurando as cordas, enquanto na vez da Duda não tem ninguém segurando. Nossa, de embrulhar o estômago", escreveu uma pessoa. "A criança pode morrer no salto. De susto, de pânico. Tamanha irresponsabilidade. Onde está responsabilidade desses caras?", questionou outra, que marcou perfis oficiais de órgãos, como do Ministério Público de São Paulo. Outra pessoa também questionou quanto à permissão de crianças fazerem esportes de aventura, e escreveu: "E pode?! Se andar de moto não pode ou andar na frente do carro não pode, o motivo é o mesmo proteger a criança, isso aí é crime!". "Jamais deixaria meu filho correr esses riscos, mesmo se fosse com pai", afirmou outra. Jovem morre após ser lançada de uma altura de aproximada de 40 metros 1 de 7 Formada em Educação Física, Maria Eduarda morreu ao cair de uma altura de cerca de 40 metros na chamada Ponte do Esqueleto — Foto: Reprodução 2 de 7 Local da queda que matou jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, em salto de rope jump em Limeira (SP) — Foto: Editoria de Arte X de 7 Publicidade 7 fotos 3 de 7 Ponte do Esqueleto fica na divisa entre Cordeirópolis e Limeira (SP) — Foto: Reprodução 4 de 7 Os responsáveis atuavam por meio de marcas informais, como “Ih voei” e “Entre cordas” — Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Limeira X de 7 Publicidade 5 de 7 Logo após o salto, testemunhas aparecem em desespero ao perceberem a falha — Foto: Gabriela Ferraz/EPTV 6 de 7 Duda Rodrigues, que morreu ao pular de rope jump, publicou nas redes sociais instantes antes de salto — Foto: Reprodução / Instagram X de 7 Publicidade 7 de 7 De acordo com a investigação, não havia uma empresa formalmente constituída e regulamentada por trás da atividade — Foto: Redes Sociais Três instrutores seguem presos após lançarem Maria Eduarda Rodrigues Formada em Educação Física, Maria Eduarda morreu ao cair de uma altura de cerca de 40 metros na chamada Ponte do Esqueleto. Imagens gravadas por participantes mostram o momento em que ela é carregada por três instrutores até a plataforma e lançada na modalidade conhecida como “aviãozinho”. No entanto, a jovem não estava conectada às cordas de segurança. Logo após o salto, testemunhas aparecem em desespero ao perceberem a falha. De acordo com a investigação, não havia uma empresa formalmente constituída e regulamentada por trás da atividade. Para a delegada, os organizadores operavam de forma autônoma e utilizavam as marcas divulgadas nas redes para promover os saltos. Após a repercussão da tragédia, os perfis associados ao grupo deixaram de estar disponíveis na internet. A defesa dos três investigados sustenta que eles possuem ampla experiência na realização de atividades de aventura e argumenta que esta teria sido a primeira morte registrada em sua trajetória profissional.