As ações da Braskem recuavam cerca de 14% nesta terça-feira (16), tocando uma mínima intradia desde o começo do ano, tendo de pano de fundo a decisão da Justiça Federal em Alagoas que tornou a petroquímica e ex-dirigentes réus em processo que apura responsabilidades pelo desastre socioambiental causado pela exploração de sal-gema em Maceió.
Na última sexta-feira (12), conforme publicado no site da Justiça Federal em Alagoas, o juiz federal substituto da 1ª Vara Federal determinou o prosseguimento parcial da ação penal movida pelo MPF (Ministério Público Federal) contra a empresa Braskem e diversos ex-dirigentes e técnicos ligados à atividade minerária desenvolvida na capital alagoana.
O processo trata dos impactos provocados pela atividade minerária nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, em Maceió, nos quais foram registrados afundamento do solo, fissuras em imóveis, tremores de terra e formação de crateras. Entre os crimes apontados pelo MPF estão poluição ambiental qualificada, elaboração e apresentação de estudos ambientais supostamente falsos ou enganosos, extração irregular de recursos minerais e dano qualificado ao patrimônio.
Procurada pela Reuters, a Braskem disse que se pronunciará oportunamente nos autos do processo e ressaltou que, "desde o início das apurações, contribuiu, assim como seus integrantes, com as informações e esclarecimentos solicitados".












