Investidores compraram partes da linha de crédito rotativo da Braskem de bancos credores, enquanto o Elliott também acumulou participações em títulos internacionais da empresa Sob novo controle, Braskem corre para evitar recuperação judicial — Foto: Divulgação O Elliott e o Strategic Value Partners adquiriram recentemente dívida da Braskem, a produtora petroquímica brasileira que busca obter a aprovação de seus credores para um plano de reestruturação, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Os investidores compraram partes da linha de crédito rotativo da Braskem de bancos credores, enquanto o Elliott também acumulou participações em títulos internacionais da empresa, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas, pois as informações não são públicas. O Elliott e o SVP não quiseram comentar, assim como a Braskem e seu acionista controlador, o IG4. As ações da Braskem chegaram a cair até 9% na sexta-feira antes de reduzirem as perdas. As aquisições dão aos investidores um lugar à mesa de negociações enquanto a Braskem busca reestruturar seu endividamento após uma prolongada recessão no setor petroquímico e um desastre ambiental que afetou seu balanço. “O movimento é relevante porque ambos são investidores especializados em special situations e reestruturações”, segundo relatório da XP Investimentos na sexta-feira. O Elliott e o SVP, que não atuam conjuntamente, devem defender termos de reestruturação diferentes das propostas atualmente apresentadas pela Braskem, segundo as pessoas. A Braskem apresentou aos credores um plano de reestruturação que inclui extensão do vencimento da dívida, redução dos pagamentos de juros e mais períodos de carência, informou a Bloomberg no início deste mês. O plano não inclui injeção de capital nem conversão de dívida em ações. A solicitação da empresa de uma extensão de cinco anos no vencimento da dívida, ao mesmo tempo em que busca reduzir os juros, foi considerada agressiva por alguns credores, disseram algumas pessoas. A gigante petroquímica brasileira precisa do apoio de um terço de seus credores para iniciar um processo de recuperação extrajudicial. Mas a empresa e seu novo acionista controlador, o IG4, estão com dificuldades para obter apoio suficiente de credores e cumprir todos os trâmites legais necessários para avançar com um acordo antes de julho, quando precisará pagar cerca de US$ 150 milhões, disseram pessoas familiarizadas com o assunto esta semana. A empresa quer evitar esse pagamento e pode entrar com um pedido de medida cautelar de urgência caso não se chegue a um acordo para a recuperação extrajudicial, informou a Bloomberg.
Elliott e SVP compram dívida da Braskem no secundário, dizem fontes
Investidores compraram partes da linha de crédito rotativo da Braskem de bancos credores, enquanto o Elliott também acumulou participações em títulos internacionais da empresa














