Os Mubarak estão na contramão de parte da opinião pública de Nova Jersey, estado em que a seleção brasileira estreou na Copa do Mundo. No último sábado (13), enquanto a equipe empatava em 1 a 1 com Marrocos, as duas unidades da churrascaria Boi na Brasa, que pertence à família, tiveram movimento de cerca de 1.600 pessoas no total. A estimativa do gerente Kalani Mubarak é que o faturamento tenha se multiplicado por seis.
"Por precaução, contratamos mais seguranças. Tivemos dez. A Copa é uma festa, com ruas fechadas", disse ele, norte-americano de ascendência brasileira.
Newark, onde ficam os dois restaurantes e que concentra a comunidade brasileira na região, comemora a realização do torneio. Mas o boom do Mundial é mais esperado na vizinha Nova York. Isso aborrece autoridades de Nova Jersey, como o senador Declan O'Scanlon, do Partido Republicano. Ele afirma que os contribuintes do estado estão sendo "roubados".
O governo local investiu US$ 155 milhões (R$ 788,5 milhões) para receber oito partidas do torneio (inclusive a final). O temor é que o retorno não seja o esperado ou que o mercado negro lucre mais do que o oficial.
No paralelo, o ingresso para a decisão chega a custar US$ 30 mil (R$ 152,6 mil). O valor mais barato vendido pela Fifa foi US$ 60 (R$ 305).















