Casablanca — O clima em Casablanca lembra uma festa de réveillon. Ou uma típica Copa do Mundo vivida pelos brasileiros: famílias reunidas, bandeiras espalhadas pelas casas, objetos de decoração alusivos à seleção e encontros entre amigos para acompanhar a disputa. Como de costume, os marroquinos dividem a atenção do jogo entre o chá de menta, doces árabes e, com menor frequência, cervejas e narguilés.
No Marrocos, a partida começou às 23h e terminou por volta de 1h15 deste domingo 14. CartaCapital esteve em um dos principais pontos de encontro de Casablanca para acompanhar o duelo entre Brasil e Marrocos. Antes mesmo de a bola rolar, a expectativa de Anas era de um empate por 1 a 1. Já seu irmão demonstrava mais confiança: apostava em uma vitória por 2 a 1 dos Leões do Atlas sobre o Canarinho.
“Já estamos muito felizes com a classificação do nosso país para a Copa do Mundo. Foi a partir da última Copa, no Catar, que outros países começaram a reconhecer o nosso futebol. Não tenho certeza, mas acho que muitos brasileiros nem conheciam tão bem nossos atletas antes disso. Já vocês, desde criança eu escuto falar do Brasil”, conta. No intervalo, ele mantém o palpite: “Entre um ganhar ou perder, o empate nos deixa mais feliz. Eu realmente admiro muito o Brasil e quero que os dois países se enfrentem novamente em uma final. É meu país, mas quem ganhar eu fico contente”, brinca o rapaz, que é funcionário local da BMW.











