O sentimento predominante já não é o de quem enfrenta um gigante apenas esperando evitar uma goleada Sofyan Amrabat, do Marrocos, comete falta em Vinicius Junior, do Brasil, em amistoso realizado em março de 2023 — Foto: Juan Medina/REUTERS Por décadas, torcer pelo Brasil foi quase um hábito nacional no Marrocos. Como em boa parte da África, gerações cresceram admirando Pelé, Zico, Romário, Ronaldo e Ronaldinho. Mas, às vésperas da estreia entre as duas seleções na Copa de 2026, algo mudou. Em reportagem publicada nesta semana, a revista The New Yorker observou que os marroquinos deixaram de ser apenas uma equipe competitiva para se transformar em um símbolo de orgulho nacional e afirmação cultural. O sentimento predominante já não é o de quem enfrenta um gigante apenas esperando evitar uma goleada. A frase que melhor resume o momento é outra: “vamos medir forças com o Brasil para mostrar quem somos”. Nas ruas de Rabat, Casablanca e Marrakesh, a confiança se manifesta em bandeiras expostas nas janelas, reuniões em cafés para acompanhar a partida e conversas que já não giram em torno do temor de uma derrota, diz a revista. Depois da campanha histórica na Copa de 2022 e dos investimentos realizados no futebol local, muitos torcedores acreditam que o Marrocos pertence hoje à elite do esporte. O respeito pelo Brasil permanece intacto. Mas a admiração já não vem acompanhada de submissão. Para uma geração que cresceu vendo a seleção brasileira como referência, o jogo de hoje é encarado como uma oportunidade de mostrar que o futebol marroquino mudou de nível.
Marroquinos veem hoje o Brasil com o respeito de sempre, mas de igual para igual
O sentimento predominante já não é o de quem enfrenta um gigante apenas esperando evitar uma goleada
Marrocos enfrenta Brasil na Copa de 2026 como pari, não admirador, após campanha 2022 e investimentos locais. A mudança mostra como investimento contínuo posiciona competidores emergentes para desafiar líderes estabelecidos em qualquer setor.











