Do ponto de vista da torcida verde-amarela, o primeiro jogo do Grupo C da Copa do Mundo levantou questões sobre as escolhas de Carlo Ancelotti e o desempenho dos jogadores do Brasil. Do ponto de vista dos torcedores de Marrocos e também na visão daqueles que observaram o duelo com algum distanciamento, saltou aos olhos o desempenho de Ayyoub Bouaddi.
O jogador de 18 anos foi, de longe, a figura mais imponente nas batalhas no setor de meio-campo. No empate por 1 a 1 no sábado (13), em East Rutherford, com a vitalidade correspondente à sua idade e uma tranquilidade surpreendente para um novato em ambiente de Mundial, saiu do jogo maior do que entrou.
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"Não foi nenhum risco", disse, impassível, o técnico Mohamed Ouahbi sobre a escalação do garoto. "Eu só olho a performance dos atletas, não a idade. Ele poderia ter 35. Se está bem, joga. O mesmo valeria se tivesse 17. Nós tínhamos certeza de que ele teria um grande jogo. Sabíamos. Então, não foi risco nenhum. Contra o Brasil, não era o tipo de jogo para assumir riscos."
A declaração pode dar a entender que Ouahbi, que até março comandava a formação marroquina sub-20, tem um relacionamento bem estabelecido com o jovem. Ocorre que Bouaddi defendeu a França nas categorias de base e só no mês passado se juntou à equipe de Marrocos, após uma longa negociação.












