Comerciantes brasileiros com lojas de produtos nacionais estabelecidas em Manhattan, em Nova York, relatam que esta Copa do Mundo lhes deu o maior lucro da história de seus negócios. Eles vivem um misto de felicidade e cansaço.
"Nós comerciantes somos assim: quando vemos que vem um boom de compras, a gente celebra um pouco, mas logo já se preocupa", brinca a baiana Marcela Ferreira, proprietária da Búzios, que se autointitula a loja brasileira mais antiga dos Estados Unidos e está localizada na rua 45, no emaranhado do que até há poucos anos era conhecido como a Little Brazil, com diversos comércios do país.
É preciso preparar com cuidado o estoque e a divulgação dos produtos. Ferreira diz que o seu faturamento dobrou na primeira semana do mundial, que contou com a estreia do Brasil justamente na Região Metropolitana de Nova York, no MetLife Stadium. E não só: esse foi seu maior faturamento desde que é dona da loja, há 20 anos.
Mais ao norte de Manhattan, no Upper East Side, está o Brazilian Market NYC, loja com proposta semelhante e um café com comidas prontas brasileiras. O estabelecimento está ali há três anos e também teve nesta Copa o seu maior faturamento. Uma funcionária descreve à Folha que a loja já não tinha mais onde estocar produtos, e que tudo foi vendido na primeira semana.













