PUBLICIDADE Segundo a pesquisa, o carvão, as carnes e as bebidas lideram o ranking 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Decoração para a Copa do Mundo nas ruas da cidade. Rua Pereira Nunes, na Tijuca — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 17:03 Churrasco da Copa de 2026 pesa no bolso com alta de preços O churrasco da Copa está mais caro em 2026, com picanha subindo 8,5% desde 2022, segundo a Fipe. O carvão teve alta de 26,1%, enquanto carnes bovinas e suínas subiram 21,4% e 11,7%, respectivamente. Bebidas como refrigerantes e caipirinha também pesaram no bolso, com aumentos de 22,9% e 29,1%. O evento esportivo, além de tradição, se tornou um desafio financeiro para os brasileiros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Reunir amigos e familiares em frente à televisão, preparar churrasco, petiscos e bebidas e vestir a camisa da seleção brasileira é um ritual que atravessa gerações em tempos de Copa do Mundo. É o que muita gente vai fazer neste sábado, quando o Brasil estreia no Mundial contra o Marrocos. Mas quem persistir na tradição vai sentir mais no bolso do que na última Copa, em 2022. Um levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que vários itens típicos das confraternizações ficaram mais caros nos últimos quatro anos. A comparação considera a variação dos preços entre dezembro de 2022, período da Copa do Catar, e abril de 2026. Nesse intervalo, a inflação acumulada medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) foi de 13,8%. Isso significa que alguns produtos tradicionais das reuniões para assistir aos jogos subiram bem acima da inflação. Segundo a pesquisa, baseada nos preços monitorados pelo IPC-Fipe, o carvão lidera as altas acumuladas no período, com aumento de 26,1% desde a última edição do Mundial. As carnes bovinas também registraram alta expressiva, de 21,4%. Apesar disso, alguns cortes nobres tiveram reajustes mais moderados, como a picanha, que subiu 8,5%, e o filé mignon, com avanço de 11,7%. As carnes suínas também ficaram mais caras, acumulando alta de 11,7%. Variação dos preços das carnes em relação à Copa anterior Produto Dez/2022* Abril/2026* Carvão vegetal 26,1% 2,5% Alcatra 21,2% 7,9% Contrafilé 15,3% 6,3% Picanha 8,5% 3,4% Fraldinha 13,9% 11,4% Filé mignon 9,5% 6,6% Na parte dos petiscos, a mudança nos preços é mais variada. Enquanto a salsicha ficou 9,1% mais barata e o salame registrou queda de 6,7%, outros itens tradicionais das reuniões acompanharam a inflação. Os salgadinhos lideram os reajustes, com aumento de 14%, seguidos pelo presunto, que subiu 12,2%, e pela muçarela, com alta de 9,7%. As bebidas também pesam mais no orçamento dos torcedores. Entre os produtos pesquisados, os refrigerantes registraram aumento de 22,9% desde a Copa do Catar. Já o vinho ficou 15,5% mais caro, enquanto a cerveja acumulou alta de 14,2%. Para quem não abre mão da caipirinha durante os jogos, o custo da bebida disparou 29,1% no período. Em contrapartida, a vodca foi um dos poucos itens a apresentar queda de preço, com deflação de 9,2%. Os gastos extras para entrar no clima do torneio também aumentaram. Os artigos de festa tiveram alta média de 2,1% entre as duas edições da Copa do Mundo. Já os consumidores que planejam aproveitar o evento para trocar de televisão precisarão desembolsar mais: os aparelhos acumulam aumento de 6,2% desde 2022. *Estagiária sob supervisão de Danielle Nogueira