Um parecer da área jurídica do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) acusa a Secretaria de Inspeção do Trabalho, do mesmo órgão, de desobedecer à hierarquia e gerar prejuízos à imagem e à honra do ministro Luiz Marinho. O motivo é uma divergência sobre o cadastro de empresas e empregadores na lista suja do trabalho escravo.
O parecer foi produzido pela consultoria jurídica do ministério em 29 de abril, duas semanas após a destituição de Luiz Felipe Brandão de Mello, então chefe da Secretaria de Inspeção do Trabalho. A Folha tenta contato com ele desde o dia 3 de junho, mas não obteve resposta.
A exoneração dele ocorreu após a inclusão da montadora chinesa BYD na lista suja do trabalho escravo. O ministério disse na época que a saída de Brandão do cargo se tratava de ato administrativo de gestão, de prerrogativa do ministro.
A empresa foi retirada do cadastro por uma decisão posterior da Justiça.
O documento da área técnica atendeu a uma reclamação da Apaeb (Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira), que entrou na lista suja e solicitou providências ao MTE sobre a demora em ser retirada do cadastro.








