O alívio nos preços do petróleo se estende na manhã desta terça-feira, com o Brent cotado ao redor de US$ 81 por barril, mesmo diante das dúvidas em torno do entendimento preliminar entre Estados Unidos e Irã. Segundo o presidente americano, Donald Trump, o acerto está “concluído” e entrando em uma segunda fase, embora os detalhes ainda não tenham sido divulgados e uma trégua permanente precise ser negociada. O entendimento deverá prorrogar por mais 60 dias o cessar-fogo anunciado em abril, com a reabertura total do Estreito de Ormuz na sexta-feira, segundo Trump. O documento preliminar deverá ser assinado no mesmo dia, na Suíça. Na etapa seguinte das negociações, os representantes dos dois países deverão discutir temas mais complexos, como o futuro do programa nuclear iraniano, de acordo com fontes ouvidas pela agência Reuters. Por volta das 8h, os futuros de Nova York operavam próximo à estabilidade, com o S&P 500 subindo 0,05% e o Dow Jones com alta de 0,10%, enquanto o Nasdaq tinha alta de 0,26%. O petróleo Brent com entrega para agosto caía 2,60%, cotado a US$ 81,03 por barril, em Londres. O WTI com vencimento em julho perdia 3,15%, cotado a US$ 78,21 por barril, em Nova York. Em um ambiente mais favorável para os ativos globais, o foco do mercado se volta para a política monetária. Depois de o Banco Central Europeu (BCE) elevar os juros de 2% para 2,25% na semana passada, foi a vez do Banco do Japão (BoJ) hoje apertar sua política monetária diante dos riscos inflacionários associados à disparada dos custos de energia provocada pela guerra. A autoridade monetária elevou sua taxa de referência de 0,75% para 1% ao ano, levando os custos de empréstimos ao maior patamar desde 1995. Atentos às pressões inflacionárias globais, os investidores aguardam as decisões de política monetária e os comunicados do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom), que serão divulgados nesta quarta-feira (17). A expectatica é queciclo de cortes Selic deva ser bem mais curto do que inicialmente se imaginava. Enquanto isso, o mercado acompanha hoje os números de vendas no varejo brasileiro, que devem reforçar os sinais de desaceleração gradual da atividade econômica. Segundo estimativas coletadas pelo VALOR DATA, o volume de vendas do varejo restrito deve ter recuado 0,6% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. As projeções variam de queda de 1,6% a alta de 0,3%. No ambiente político, a atenção se concentra no julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) de uma ação contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por suposta tentativa de interferência em processo ligado à tentativa de golpe de Estado, além da divulgação da nova pesquisa presidencial CNT/MDA.