O país ainda não consegue controlar a inflação com taxas de juros razoáveis A hiperinflação brasileira foi, na intensidade e duração, uma das maiores da história global. Definições numéricas de hiperinflação podem ser enganosas. O estudo clássico das hiperinflações europeias dos 1920, de Philip Cagan, estabeleceu o patamar de 50% ao mês (ou quase 13.000% ao ano) como a fronteira entre a inflação muito alta e a hiperinflação. Por esse critério, o Brasil esteve em hiperinflação apenas entre dezembro de 1989 e março de 1990. É óbvio que não é preciso chegar a esse patamar para experimentar uma hiperinflação. O congelamento fracassado do Plano Cruzado acabou criando uma dinâmica “aceleracionista” (de reajustes preventivos de preços) que pode ter sinalizado a transição da inflação elevada para a hiperinflação.

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