Nos últimos anos, a JHSF passa por um processo de transformação profunda. Sob o comando de Augusto Martins, a construtora vem fortalecendo sua estratégia de renda recorrente, o que envolve a reorganização da estrutura de capital, tornando o negócio mais previsível. “Hoje operamos em um novo patamar, com mais geração de caixa, mais capacidade de crescimento e uma estrutura muito mais preparada para o longo prazo”, avalia o CEO da companhia. Martins chegou à JHSF em 2022. Sua missão era estruturar a JHSF Capital e criar uma nova arquitetura financeira e de capital, capaz de sustentar o ciclo seguinte de crescimento da companhia. O sucesso na empreitada levou o executivo a assumir a presidência da JHSF em 2024. O convite premia uma carreira iniciada muito cedo. “Perdi meu pai ainda jovem, vítima de câncer, e isso teve um impacto profundo na minha formação pessoal e profissional”, lembra. A perda levou Martins a amadurecer cedo e assumir responsabilidades rapidamente. “Acho que as dificuldades acabam forjando caráter, disciplina e resiliência. No meu caso, isso certamente ajudou a construir minha ambição, minha dedicação ao trabalho e minha vontade de crescer”. Antes da JHSF, Martins passou 23 anos no Banco Alfa, que considera uma escola muito importante em sua trajetória. “Entrei ainda jovem e tive a oportunidade de construir uma carreira longa dentro da instituição, chegando à posição de diretor-geral”, conta. Lá, ganhou conhecimentos profundos sobre o segmento de alta renda, o comportamento desse cliente, sua dinâmica patrimonial, visão de longo prazo e nível de exigência. O Alfa também deu espaço para o jovem executivo empreender dentro de uma estrutura tradicional. “Isso me ensinou muito sobre gestão, construção de times, estruturação de negócios, disciplina financeira e capacidade de execução”, diz. Martins acredita em gestão com “a barriga no balcão”. Uma liderança presente, participativa, que acompanha operações, ouve pessoas e entende os detalhes do negócio em profundidade. “O líder precisa demonstrar na prática o nível de dedicação, comprometimento e disciplina que espera do time.” “Ao mesmo tempo, acredito profundamente em formar bons times e dar autonomia para que as pessoas cresçam”, continua Martins. “O líder tem que servir como facilitador para o crescimento das equipes, criar oportunidades e estimular as pessoas a alcançar o melhor potencial delas.” Em suas equipes, o executivo valoriza pessoas com senso de dono, capacidade de execução, ética, humildade e vontade genuína de evoluir: “Admiro pessoas que tenham inquietação positiva, que questionem, tragam ideias e não se acomodem”. A capacidade de apontar direções, especialmente nos momentos de incerteza, também é fundamental na boa liderança, observa Martins. Mais ainda em setores de ciclo longo, como a construção e o desenvolvimento imobiliário, em que decisões tomadas hoje impactam a companhia muitos anos à frente. O CEO da JHSF considera que a receita das boas decisões envolve racionalidade, ouvir pessoas qualificadas, analisar dados e contextos de forma ampla. E manter os pés no chão. “Em momentos difíceis, é importante não agir no impulso nem se deixar contaminar pelo ruído de curto prazo. Nisso, o mercado financeiro é uma grande escola.” E no futuro? Em cinco ou dez anos, Martins se vê continuando a contribuir com a JHSF na execução de projetos relevantes, negócios sólidos e plataformas que gerem valor de longo prazo. “Mais do que olhar cargos ou posições, gosto de pensar em construção, legado e geração de valor real ao longo do tempo. Acho que esse é o papel de qualquer executivo: ajudar a construir companhias sólidas, perenes e preparadas para continuar evoluindo nas próximas décadas”, conclui. Empresa em que trabalhou: Banco Alfa Idade em que se tornou CEO: 42 anosMaior orgulho da carreira: participar da transformação estrutural da JHSF e de sua internacionalização, ajudando a construir uma companhia cada vez mais sólida e preparada para o longo prazoPessoas que o inspiram: os pais e os avósHobby: esportes e tempo com a família
Executivo de Valor - Augusto Martins, da JHSF, e a admiração pela ‘inquietação positiva’
CEO da JHSF considera que a receita das boas decisões envolve racionalidade, ouvir pessoas qualificadas, analisar dados e contextos de forma ampla






